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Adepará continua em greve e servidores fazem ato

Funcionários da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) estão em greve há uma semana. Na manhã de hoje (28) o Sindicato dos Trabalhadores do Setor Público Agropecuário e Fundiário do Estado do Pará (Stafpa) reuniu com o superintendente do ministé

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Funcionários da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) estão em greve há uma semana. Na manhã de hoje (28) o Sindicato dos Trabalhadores do Setor Público Agropecuário e Fundiário do Estado do Pará (Stafpa) reuniu com o superintendente do ministério da Agricultura no estado, em busca de apoio. Amanhã, por volta das 10h, o movimento de greve realizará um ato em frente à Assembléia Legislativa do Pará e pretende ocupar o plenário da casa em busca de apoio dos parlamentares.

Segundo informações do Stafpa, servidores de todo o estado aderiram à greve, mantendo apenas 30% dos serviços de emissão de guia de trânsito animal e 100% do serviço de inspeção, que são as atividades essenciais da agência. Todas as outra atividades estão suspensas. Já segundo informações da assessoria de imprensa da agência, a greve teria mobilizado apenas 20% dos servidores.

Segundo Arley Cunha, presidente do Stafpa, a greve só foi deflagrada oficialmente depois que a Secretaria de Estado de Administração, Alice Viana, declarou que seria impossível cobrir o aumento de 30% pedido pelos funcionários, e que o aumento ficaria em apenas 5%. “Nós pedimos 30% porque o salário dos agentes de defesa da Adepará é o segundo menor do Brasil e o menor da região norte. Enquanto não é implementado o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), o aumento de 30% poderia tirar o Pará desse cenário”, explica o dirigente. Os servidores também pedem o aumento do auxílio alimentação de R$ 262 para R$ 622 e a aprovação do PCCR.

O sindicato também garante que há uma semana protocolou um ofício pedindo uma audiência com a secretária e até agora não houve resposta. Arley Cunha alerta que uma greve prolongada pode causar conseqüências graves na economia do estado. Ele aponta inclusive, que já existe falta de carne em alguns municípios pólo, como Altamira, Santarém e Marabá.

Em resposta às informações publicadas pela reportagem do Diário Online (DOL), a Sead , através de sua assessoria, informou que não houve prejuízo em relação à prestação de serviços. Leia a nota publicada na íntegra:

"A reivindicação dos servidores da Adepará, em relação à implementação do Plano de Cargos e Carreiras (PCCR), apresentado à Sead para avaliação, foi que o conjunto de reivindicações não se adéqua (sic) à realidade orçamentária e financeira da Adepará, e nem do Estado, por representar um acréscimo em torno de 250% na folha. A própria direção do órgão solicitou reestudo do Plano e adequação, no sentido de conceber uma proposta condizente.

No que se refere a reajuste do salário, o servidor de Nível Superior da Adepará já possui remuneração R$ 2.710, e, no limite da sua capacidade orçamentária e financeira, o Estado já garantiu e implementou, no mês de abril, a reposição da inflação acumulada, de abril de 2011 a março de 2012, que foi de 5%. A inflação de janeiro de 2011 a março de 2012 foi de 7,94%. Somando-se os percentuais de reajuste em 2011 e os 5% concedidos em 2012, o Estado já repôs 12%."

(DOL)

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