As perguntas vindas da plateia exigiam esclarecimentos sobre diversas fontes de ruído. Nos papéis enviados à mesa que abrigava seis pré-candidatos às eleições municipais de Belém, questionamentos sobre a poluição sonora causada pelas festas promovidas na Aldeia Amazônica, a preocupação com o patrimônio histórico da Cidade Velha e os ruídos provocados no trânsito de Belém.
O debate focado no tema da poluição sonora foi promovido pela Regional Norte da Sociedade Brasileira de Acústica, em parceria com a Universidade da Amazônia (Unama), na manhã de ontem. Questionado sobre o problema da poluição sonora enfrentada por moradores da Cidade Velha no período do carnaval, o pré-candidato pelo PT, Alfredo Costa, defendeu a implantação de um zoneamento acústico que não atenderia somente ao bairro tombado, mas, segundo ele, a toda a cidade de Belém.
CIDADE VELHA
Também focado nos assuntos referentes à Cidade Velha, o pré-candidato Sérgio Pimentel (PSL) destinou suas considerações à ausência de fiscalização. Para ele, o caso não pede mais legislações que visem coibir a poluição sonora, e sim o cumprimento das leis já vigentes.
“Temos que ter o ordenamento de algumas ações, como o carnaval, que não pode ser desmerecido, mas que precisa ter controle dos decibéis, do trânsito de pessoas e veículos e garantir que não haja o descumprimento da preservação do patrimônio histórico”, enfatizou o pré-candidato pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Zenaldo Coutinho, ao também comentar sobre a Cidade Velha.
Já focado nos ruídos causados pelo trânsito da capital, outra fonte de poluição sonora bastante questionada pela plateia, o pré-candidato Arnaldo Jordy (PPS) afirmou que poderia executar mudanças nas formas de se conduzir as campanhas eleitorais. “Se todos os candidatos concordarem, podemos fazer uma campanha sem carro-som”.
Questionado sobre os problemas que as festas estariam trazendo aos moradores de parte do bairro da Pedreira a partir da utilização da Aldeia Amazônica, o pré-candidato pelo PMDB, José Priante, defende a criação de um órgão que unifique as autorizações para esse tipo de construção. “É preciso unificar as ações, por isso defendo a criação de um centro de licenciamento único que concentre a Secretaria de Urbanismo, a Secretaria de Economia, a Secretaria de Meio Ambiente e que seja seguido o mapa acústico de Belém e o PDU, além da integração entre as esferas municipal, estadual e federal”.
Responsável pela obra durante sua gestão enquanto prefeito de Belém, o candidato Edmilson Rodrigues (PSol) defendeu que o espaço precisa de uma regulamentação. “É preciso ter autorização de uso para todos os eventos dentro de uma norma de utilização do espaço”.
(Diário do Pará)
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