A tão aguardada Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), da Câmara Municipal de Belém (CMB), que vai investigar a venda, através de leilão, de máquinas da macrodrenagem de Belém pela prefeitura está fervendo, mas por enquanto apenas nos bastidores. De um lado, as bancadas querendo indicar seus nomes e a tropa de choque do prefeito Duciomar Costa lutando para emplacar seus nomes de confiança para ter o controle dos trabalhos da futura comissão.
No final da tarde de ontem, o presidente da casa, Raimundo Castro, informou que decidiu dar mais 24 horas para que as bancadas indiquem os nomes para a CPI, tendo em vista que nem todas as indicações tinham sido fechadas. Prazo encerra hoje. “Saí por volta das 14h do gabinete e não tive tempo de checar quais as bancadas que haviam indicado os nomes”, justificou.
SESSÃO
A comissão novamente não foi abordada durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Belém ontem. Até o final da manhã, o Partido dos Trabalhadores (PT) era o único a indicar, de forma explícita, o candidato a compor a investigação, no caso o vereador Otávio Pinheiro, líder da bancada na CMB.
Carlos Augusto Barbosa, líder do Democratas informou, no início da noite de ontem, que irá indicar seu próprio nome para a comissão. Segundo ele, a bancada da situação está agindo fortemente para esvaziar os trabalhos da CPI. “Essa comissão, se for para valer mesmo, se for a fundo, tem o poder de uma bomba atômica, capaz de causar inclusive um impeachment do prefeito”, avalia.
No PMDB, terceira maior bancada da casa, o vereador José Scaff era nome natural para membro titular da comissão, mas na última hora a bancada decidiu indicar Wanderlan Quaresma.
Raimundo Castro não parecia temeroso da demora na escolha dos nomes e garantiu que o processo para a instalação oficial ainda está no prazo determinado. Com as indicações partidárias em mãos, Castro decidirá os cinco componentes e dois suplentes que conduzirão a CPI. No mesmo momento em que o anúncio for feito, tem início os trabalhos.
A ideia do autor do requerimento, Augusto Pantoja (PPS), é chamar para depor representantes do Ministério Público, da Secretaria de Saneamento de Belém, Duciomar Costa e empresários, como Jean Nunes, sócio da empresa Belém Ambiental, que teria utilizado as máquinas da macrodrenagem na sua empresa.
Sobre o assunto, a prefeitura se manifestou há uns dias afirmando que a política de leiloar os equipamentos ocorreu em razão deles se encontrarem sem condições de uso na execução de tarefas pertinentes às atividades da gestão municipal.
(Diário do Pará)
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