O Projeto “Conquistando a Liberdade” dá início quarta-feira (30) à segunda fase de atendimento a 174 detentos de nove municípios diferentes. Presos de justiça serão levados a escolas estaduais para prestar serviços de limpeza e manutenção predial, além de partilhar de um momento de conversa com os alunos, a fim de mostrar o perigo das drogas e do crime. O projeto é realizado pela Superintendência do Sistema Penal (Susipe) em parceria com o Poder Judiciário, Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Propaz, Ministério Público, Defensoria Pública e Polícia Militar.
As atividades começaram em 2003 com a iniciativa do juiz Titular da 3ª Vara de Execução Penal, Deomar Barroso, idealizador do “Conquistando a Liberdade”. “A paixão de alguns diretores pelo trabalho de ressocialização me despertou a ideia. A nossa intenção é fazer a corrente do bem no Pará e expandir o projeto. Ouvi de um detento que o erro não pode ser maior que o homem e é verdade”, afirma. Deomar foi transferido para o município de Abaetetuba, onde o projeto ganhou força.
Em março desse ano, o “Conquistando a Liberdade” foi ampliado para Capanema, Marabá, Marituba, Mocajuba, Paragominas, Salinópolis, Santa Isabel e Tomé-Açu. A ação está programada para toda última quinta-feira do mês, simultaneamente, nos nove municípios em uma escola pública estadual diferente a cada vez. Dia 31 de maio, esses municípios vão atender mais nove escolas e, no dia 28 de junho, outras nove.
De acordo com diretora de Ensino Infantil e Fundamental da Seduc, Ana Claudia Hage, os alunos têm um receio inicial e, por isso, as escolas fazem contato com as famílias, para prepará-los. “Em algumas escolas, os pais, inclusive, participam das palestras”, conta.
Para o diretor do Núcleo de Reinserção Social da Susipe, Ivaldo Capeloni, o projeto só vem somar com os demais realizados pela Superintendência. “Trabalhamos com reinserção nas áreas da saúde, educação, trabalho e assistência social. Hoje, temos 1333 presos trabalhando e recebendo por isso, além de ganhar remissão da pena. Nesse projeto, eles também ganham remissão de pena, mas o trabalho é voluntário. A maioria deles quer participar para alertar as crianças sobre o crime”, garante. Segundo Capeloni, a intenção é que o projeto cresça ainda mais. “Vamos atender primeiramente os municípios menores, mas também intencionamos chegar à capital”, revela.
(Diário do Pará)
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