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Servidores do Centur realizam ato público

A garantia da redução da carga horária de trabalho foi a condição imediata que a comissão de greve da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (FCPTN) exigiu para que retomem as atividades. Em reunião realizada na manhã de ontem (29) com a Secretaria de E

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A garantia da redução da carga horária de trabalho foi a condição imediata que a comissão de greve da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (FCPTN) exigiu para que retomem as atividades. Em reunião realizada na manhã de ontem (29) com a Secretaria de Estado de Administração (Sead), os servidores foram informados que, enquanto não voltarem ao trabalho, a negociação não avançará.

A comissão de greve reuniu, hoje (30), às 11h, cerca de 50 artistas para realizar um ato público na sede da FCPTN, com apresentações nas calçadas e nas ruas para chamar a atenção da população para a luta da categoria. Outro ato está previsto para às 15h de hoje no pátio do Centur.

Alguns representantes da comissão dos grevistas estão reunidos na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) para pedir apoio dos políticos ao movimento. "Queremos que todos saibam o motivo da nossa paralisação, explicar quais as causas da nossa luta", disse Iva Rothe, representante da comissão de greve.

A greve dos servidores do Centur já chega ao terceiro dia nesta quarta-feira (30). Mas o órgão garante que nenhum serviço foi afetado com a paralisação. De acordo com a assessoria de imprensa da FCPTN, os trabalhadores comissionados, estagiários e temporários continuam cumprindo o horário de trabalho normalmente, o que impede que algum setor perca o funcionamento.

De acordo com Iva Rothe, a categoria está em negociação com outros servidores, que também estejam com atividades paralisadas, para que o movimento grevista ganhe força. "Estamos em contantes assembleias e diálogos para decidir os próximos passos da greve", disse.

REIVINDICAÇÕES

Entre as reivindicações dos grevistas, estão a redução da carga horária semanal de 40h para 30h, o reajuste da ajuda de custo para alimentação de R$ 200 para R$ 500, a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), adicional de insalubridade e periculosidade para algumas categorias da fundação, como técnicos de iluminação e os que manipulam obras antigas, e a reposição de perdas salariais referentes ao nível superior.

SEAD

A Sead pediu um prazo de 30 dias para o Estado realizar um diagnóstico da fundação e verificar a viabilidade das propostas da categoria.

“Pedimos um crédito de confiança para os servidores, pois assim poderemos avaliar toda a estrutura da fundação e estudar de que forma poderemos atendê-los na medida do possível. Isso ocorrerá a partir do momento em que eles retomarem normalmente as suas atividades, suspendendo o anúncio de greve”, disse Alice Viana, secretária da Sead.

(DOL)

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