Fim do período chuvoso na Amazônia e a população esquece da prevenção contra dengue. Doença que segundo a Coordenadora Estadual de Combate a Dengue, da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), Aline Carneiro, deixou de ser considerada sazonal e é registrada também em épocas de calor intenso. Para se ter ideia, mais de 17 mil casos da doença foram notificados somente nos cinco primeiros meses deste ano, sendo que três pessoas já morreram em consequência da dengue. Por isso, neste período de intenso calor os cuidados devem ser redobrados e começam dentro de casa, verificando, por exemplo, se existe algum recipiente com água acumulada e parada. Para quem está com a enfermidade a recomendação é hidratação constante e não encerrar o tratamento logo que os sintomas desaparecem.De acordo com a coordenadora, é fato que a incidência de casos de dengue diminuem nesta época do ano, mas não ao ponto de dizer que não há com o que se preocupar. O monitoramento é constante. “A dengue não dá somente em épocas de chuva, os casos acontecem o ano inteiro e evitar que isto aconteça depende, sobretudo, da educação das pessoas em casa e no ambiente externo”, frisou.
De janeiro a maio deste ano, foram 17.533 casos notificados em todo o Estado, segundo a Sespa. O número é 33% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando houve 22.744 notificações. Do total de notificações deste ano, 6.647 foram confirmados. Belém é o município que apresenta os maiores índices de notificações com 2.970, seguido de Parauapebas, no sudeste paraense, com 2.177 notificações e Marabá, também na região, com 1.158.
Para Aline Carneiro, a preocupação se reflete no fato das pessoas esquecerem de se prevenir contra a enfermidade porque o número de chuvas será menor nas próximas semanas. “Há quem deixa de tomar as precauções em casa mesmo. Por exemplo, algumas geladeiras acumulam água na parte de trás logo em baixo, e muitas pessoas não sabem e deixam de limpar”, atenta. “É preciso tomar cuidado também com o lixo doméstico, mais precisamente na maneira em que ele é tratados antes de ser despejado”, observou. “O mosquito transmissor da dengue (Aedes aegypti) é um animal de hábitos domiciliares e convive com a gente dentro das nossas próprias residências”, assinalou.
Em caso do aparecimento dos sintomas, como febre, dores de cabeça, nas articulações, músculos e cansaço, o paciente deve procurar imediatamente por um Posto de Saúde e dar início ao tratamento. Os sintomas duram por um período de até sete dias e mesmo quando eles desaparecem o tratamento não pode ser interrompido, para não haver recaída.
(Diário do Pará)
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