Com bom-humor e disposição, os alunos do 1º semestre do curso de Psicologia da Universidade da Amazônia (Unama) realizam uma Feira de Anatomia neste momento, no campus Alcindo Cacela. O foco é a relação do cérebro com a prática de esportes e o mundo do circo, ou seja, como as emoções regulam a vida cotidiana. A Feira proporciona a assimilação de conteúdos teóricos por meio de 90 universitários interagindo com o público visitante. Logo mais, à tarde, o enfoque será entre o cérebro e o amor e sexo.
"No futebol, nós analisamos como a parte do cérebro chamada de tronco encefálico (condutor de emoções e controlador dos músculos da cabeça) e outros componentes do cérebro se relacionam ao esporte, como, por exemplo, os batimentos cardíacos, visão e esquema táticos adotados pelos jogadores no gramado de jogo; a concentração e a visão do árbitro; as expressões faciais dos torcedores nas arquibancadas", afirma a estudante Débora Pegado, usando o uniforme da Seleção Brasileira de Futebol. Ao lado de Débora, suas colegas trajam uniformes de clubes do Brasil e da Espanha.
No body jump, um esporte radical, o foco é a adrenalina, substância liberada pelo corpo na prática esportiva que modifica o cérebro, provocando sensação de bem-estar, como ressalta a estudante Thayná Miranda, junto com colegas de turma, diante de uma maquete desse esporte em exposição ao público.
As emoções provocadas pelo esporte também são analisadas. "A nossa intenção é levar o conhecimento de sala de aula para a prática, mostrando a importância da psicologia no esporte, no circo e na vida como um todo", observou a professora Madacilina Teixeira, que coordena a programação ao lado da professora Cinthya Lynch, da disciplina Bases Anatomofisiológicas do Comportamento Humano. Atuam como monitoras Lilian Lopes e Jamile Arouche.
O cerebelo, destaca a aluna Elaine Costa, é quem controla o equilíbrio dos artistas de circo, como acontece com os trapezistas e equilibristas. Já a estudante Thaysse Pombo discorre sobre como o ilusionismo no circo (números de mágica) relaciona-se com o lobo parietal, órgão vinculado à percepção no cérebro. Vestida com a indumentária do palhaço, a aluna Kamila Rios, e a colega dela, Nicole Torres, explicaram de que forma o diencéfalo (integra informações aos hemisférios cerebrais) relaciona-se às emoções provocadas por esse símbolo do circo as quais vão de gargalhadas até medo em crianças. "O palhaço faz com que a risada seja contagiante e isso tudo tem a ver com o aspecto psicológico da plateia do espetáculo", observa Nicole Torres.
"Na dança é fundamental o controle dos bailarinos sobre as emoções, porque se eles não acreditarem naquilo que estão fazendo, será uma atividade mecânica e o público vai perceber isso", salientou a estudante Ranna Moreira. No vôlei, como disse a aluna Thais Souza, o cerebelo refere-se ao equilíbrio, à noção de espaço em quadra, força e posturas. Nesse processo, tanto no circo como no esporte, como destacou a professora Madacilina Teixeira, o telencéfalo assume um papel imprescindível, de abranger a memória e tomada de decisões.
(Ascom Unama)
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