Oferecer uma experiência radicalmente prática, com oportunidade de contato com diversas frentes de cobertura e processos de produção, apuração e edição jornalística em várias editorias. É essa “prova de fogo” que estudantes do último ano de Jornalismo ou profissionais recém-formados na área enfrentarão na terceira edição do projeto Escola Diário de Jornalismo (EDJ), que já iniciou as inscrições para a turma de 2012 (veja quadro) e que já possibilitou formação a 20 profissionais desde 2010.
Dos 20 participantes que já passaram pela formação, 12 foram participantes externos, pinçados pelas seleções públicas de 2010 e 2011 (seis a cada ano) e oito jornalistas e estagiários do próprio DIÁRIO (quatro são indicados a cada ano, e esses resultam de apostas feita em boas carreiras de talentos que já estão na redação, feitas através de investimento em formação). Ao todo, cerca de 180 estudantes e profissionais recém-formados já participaram das etapas de seleção das duas edições da EDJ, desde 2010.
Para participar da escola basta que o candidato seja estudante do último ano de jornalismo ou profissional recém-formado na área. As atividades da oficina na redação do DIÁRIO duram três meses, de outubro a dezembro. Os participantes passam inicialmente por três semanas de treinamento intensivo de texto jornalístico (formatos básicos, gêneros, linguagens e procedimentos de apuração) e contato com padrões do projeto gráfico e editorial do DIÁRIO.
Após essa etapa, eles mergulham efetivamente, nas semanas consecutivas, em experiências em todas os editorias do DIÁRIO, em rodízio, integrando as pautas e rotinas reais de trabalho nos cadernos Você, Bola, Revista Diário, Polícia e caderno A (atualidades). Paralelamente, palestrantes convidados dão contribuições quinzenais aos participantes. “São profissionais de renome do jornalismo e grandes fontes de referência para cobertura em diversas áreas, que trazem relevantes discussões para a prática diária do jornalismo impresso”, afirma o editor Lázaro Magalhães, coordenador da EDJ.
Ao final, os integrantes da EDJ ainda participam da elaboração de um trabalho de conclusão da oficina: em grupos, e orientados com o apoio da Editoria de Fotografia e Editoria de Arte do DIÁRIO, os participantes elaboram e executam dois projetos gráficos e editoriais à sua escolha. “Essas publicações geradas pelas turmas da EDJ têm se mostrado uma boa usina criativa de ideias. Conciliam bons produtos editorias com lacunas e novas frentes de exploração do mercado jornalístico regional. E também têm servido de boa vitrine para as carreiras dos próprios participantes”, destaca Lázaro.
O diferencial para os participantes dos três meses de atividades na redação do DIÁRIO é também o acompanhamento mais próximo de seus desempenhos. “A grande diferença, frente a estágios mais comuns na área de jornalismo, é justamente que na oficina realizada no DIÁRIO há franca possibilidade de crescimento e amadurecimento, através de tutorias próximas realizadas por editores de várias áreas e constantes avaliações dos textos produzidos”, avalia o editor.
TROCAS
A EDJ pretende, fundamentalmente, oferecer uma boa experiência profissional gabaritada a currículos de estudantes e jovens jornalistas, voltada para a área e certificada pelo maior jornal paraense. “Além disso, a Escola também abre portas para que o próprio DIÁRIO crie bons contatos com novos talentos que chegam ao mercado todos os anos” destaca Lázaro Magalhães.
Ele deixa claro que a EDJ não substitui a formação acadêmica. “Nossa contribuição é justamente oferecer a experiência prática. Um contato com rotinas e algumas das principais questões e novas fronteiras do dia a dia da profissão”. Uma novidade da edição 2012 deve ser a inclusão de mais práticas, nas diversas editorias, alinhadas com novas experiências do impresso com plataformas digitais. “Essa é uma tendência nos grandes jornais do mundo, com grandes impactos para formatos de texto e linguagem”.
Embora a participação nas atividades da EDJ não signifique contratação imediata, já que essa não é uma condição da participação, é alto o aproveitamento dos participantes, à medida que vagas surgem na redação do DIÁRIO.
“Um dos objetivos das seleções anuais é justamente identificar talentos que chegam ao mercado e oferecer a esses oportunidade de formação específica exigida para as novas necessidades do jornal. Logicamente, entre tantos currículos que chegam à redação, os que já têm certificação pelo selo da EDJ têm grandes vantagens”, justifica Lázaro Magalhães. (Diário do Pará)
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