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Cesta básica do paraense sofre reajuste de 0,89%

Duzentos e cinquenta reais e sessenta e um centavos. Este é o valor que o paraense precisa reservar mensalmente do salário mínimo para consumir uma alimentação básica. O balanço nacional da cesta básica realizado pelo Departamento Intersindical de Estatís

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Duzentos e cinquenta reais e sessenta e um centavos. Este é o valor que o paraense precisa reservar mensalmente do salário mínimo para consumir uma alimentação básica. O balanço nacional da cesta básica realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/Pa), divulgada na manhã desta segunda-feira (4), mostra, que no mês de maio, a alimentação sofreu um reajuste de 0,89% em relação ao mês de anterior.

De acordo com o estudo, Belém aparece entre as 10 capitais com a cesta básica mais cara do Brasil. A maioria dos produtos tiveram aumento de preços, sendo os principais destaques: óleo de cozinha, com reajuste de 7,93%; seguido do tomate, com alta de 5,68%; feijão, com aumento de 2,91%; arroz, de 2,56%; e da manteiga, que teve alta de 1,44%. Por outro lado, alguns produtos apresentaram recuo no valor, como a farinha de mandioca (1,90%), café (1,09%) e a carne bovina (1,12%).

O custo da cesta básica para uma família padrão paraense, composta de dois adultos e duas crianças, ficou em R$ 751,83, sendo necessários, portanto, cerca de 1,2 salários mínimos para garantir as mínimas necessidades do trabalhador e sua família, somente com alimentação.

Para comprar 12 itens básicos da cesta, o trabalhador paraense compromete cerca de 43,79% do salário mínimo atual (R$ 622 - em vigor desde de 1º de janeiro deste ano), e teve que trabalhar cerca de 88 horas e 38 minutos, das 220 horas previstas em lei.

O balanço do Dieese/Pa mostrou ainda a trajetória do preço da alimentação básica dos paraenses nos cinco primeiros meses de 2012, que apresentou um reajuste de preço acumulado de 2,81%. Comparado nos últimos 12 meses (maio de 2011 a maio de 2012), o reajuste foi ainda maior, cerca de 9,14%.

Segundo o Dieese/PA, a pesquisa tem como base o maior custo apurado para a cesta básica nacional, levando em consideração que o salário mínimo deve ser suficiente para alimentar o trabalhador e sua família, suprindo as necessidades com alimentação, educação, moradia, saúde, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Neste sentido, a estimativa do Departamento é que o salário mínimo necessário para atender todos estes preceitos básicos seja de R$ 2.383,28, cerca de 3,8 vezes maior do atual, que é de R$ 622.

(DOL)

Leia também: Cesta básica subiu em 15 de 17 capitais em maio

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