Os auditores fiscais do trabalho no Pará estão em estado de greve desde o último dia 30 de maio, e podem paralisar as atividades a qualquer momento. A categoria segue a orientação nacional do movimento, que tem como reivindicações o aumento salarial, a realização de concurso público para a contratação de novos profissionais e melhores condições de trabalho.
Atualmente existem 101 auditores fiscais no Estado, sendo distribuídos nos municípios de Belém (73), Marabá (15), Santarém (05), Castanhal (04), Altamira (03), Barcarena (01). Cabe a esse contingente fiscalizar o trabalho infantil e trabalho escravo, recolhimento de FGTS, além de demandas como o cumprimento de jornada de trabalho, se as empresas estão efetuando corretamente o pagamento do salário dos trabalhadores, entre outras atividades.
Segundo dados de junho de 2011, o número de Auditores Fiscais do Trabalho no Brasil era de aproximadamente 3.000, quando o recomendado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) seria de 5.000.
O Presidente da Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho (Assintra), Otávio Paixão, justifica a paralisação “Hoje trabalhamos de forma precária, nossa categoria está sobrecarregada e isso reflete diretamente no atendimento. Precisamos no mínimo dobrar o número de Auditores Fiscais do Trabalho e funcionários."
(DOL com informações da Assintra)
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