Falta de máscaras,material de higiene e até de água. Essas são as condições que os funcionários e médicos afirmam que trabalham no Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti, localizado na travessa 14 de Março, em Belém. Para chamar a atenção das autoridades para o problema, eles paralisaram as atividades ontem por 24h. Nesta quarta-feira (6) eles voltaram ao expediente normalmente mas continuam em estado de greve e afirmam que entrarão em greve na semana que vem.
Uma nova assembléia será realizada hoje às 19h para definir os rumos da paralisação. "Estamos providenciando a documentação necessária,fazendo tudo certo e de maneira legal. Acredito que na próxima segunda-feira(11) já devemos ter todo esse material já encaminhado às instituições e órgãos para poder enfim, deflagrar a greve", comentou Carlos Haroldo, do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde no Estado do Pará (Sintesp).
Ele também fez denúncias sobre as carências do Pronto Socorro. "Precisamos de melhores condições de trabalho. É um risco constante trabalhar no PSM. Nós cuidamos de doentes e vamos acabar ficando doentes também. Temos contato direto com pacientes com doenças contagiosas e muitas vezes não temos nem uma máscara para usar e materiais de higiene. E na sede do PSM não temos nem água para beber", desabafou Carlos, que trabalha no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) mas tem acesso direto ao hospital para transferir pacientes.
Reivindicações
Entre as principais reivindicações dos funcionários na parte salarial, estão o aumento do valor no vale alimentação. De R$ 160 (cento e sessenta reais) para R$ 220 (duzentos e vinte reais), o adicional de turno, além de melhores condições de trabalho. "Pleiteamos principalmente o reajuste do índice inflacionário e mais 6% reaferente a perdas históricas" informou Carlos.
O DOL aguarda posicionamento da Sesma.
(DOL)
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