Dois cientistas brasileiros – Luiz Carlos Baldicero Molion e Ricardo Augusto Felício –, com prestígio internacional, e mais o jornalista mexicano Lorenzo Carrasco classificaram quarta-feira (6) como “farsa” a teoria do aquecimento global. Os três participaram em Belém, na Federação da Agricultura e Pecuária do Pará, da etapa final do 37º Encontro Ruralista.
Doutor em Climatologia, Ricardo Felício vem ganhando notoriedade ao desqualificar a teoria do aquecimento global. Ele garante que não há nenhuma prova científica de que o planeta esteja em processo de aquecimento pela ação do homem. Para o pesquisador, é próxima de zero a capacidade que o homem tem de interferir no clima global. Este é também o pensamento do professor Luiz Carlos Molion, PhD em Meteorologia. Para ele, o discurso não passa de mais um meio usado pelas grandes corporações internacionais dos países ricos para tolher o desenvolvimento das nações mais pobres. Molion considera “ridícula” também a simples hipótese de que o gás carbônico estaria causando o aquecimento do planeta. “Isso simplesmente não existe. Pelo contrário, o gás carbônico é o gás da vida”, afirmou. Considerado um dos maiores estudiosos do mundo sobre as ramificações do movimento ambientalista internacional, Lorenzo Carrasco também rechaça o discurso das mudanças climáticas. Afirma que o Brasil vai pagar ainda um preço muito caro pela submissão que adotou.
No Pará, Lorenzo diz que essa postura é mais acentuada e mais pesado será o preço a pagar pela população. Para ele, é preciso uma mobilização da sociedade para resgatar a dignidade do Estado e recuperar as condições de desenvolvimento. E chamou a atenção para a proliferação de ONGs de origem estrangeira ou mantidas com capitais externos, que atuam em terras indígenas, e o bloqueio a atividades produtivas e grandes projetos de infraestrutura econômica.
(Diário do Pará)
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