Quem resolveu aproveitar o primeiro dia do feriado prolongado para ir a Mosqueiro, encontrou paz suficiente para se embalar na rede à beira da praia, ouvir música junto ao som das ondas do rio Pará e aproveitar a companhia da família. nas casas de veraneio. As águas da baia do Guajará e uma chuvinha depois do almoço convidavam ao descanso e à preguiça. Hérica Moraes, 32, administradora, aproveitou o na praia do Paraíso. “Eu gosto daqui por causa da tranquilidade. A gente leva uma rotina tão estressante que é importante aproveitar cada hora para fugir da preocupação”, contou Hérica enquanto se embalava na rede com a pequena Ana Luiza, 2.
Um pouco afastada, a praia estava ideal para quem queria relaxar e aproveitar o contato com a natureza. O silêncio só era cortado pelo barulho que as crianças faziam brincando na maré alta. “Eu gosto da praia, mas uma onda me levou de cabeça pra baixo”, conta Júnior Mendes, 7. A mãe do menino, Néia Mendes, 42, fala que, às vezes, escapar de Belém é necessário. “Aqui é muito sossegado, é bom fugir da rotina. Os meninos gostam muito de brincar também”, diz.
Mesmo nas praias tradicionalmente mais movimentadas, como Murubira e Farol, a festa e a animação, comuns em julho, deram lugar à tranquilidade e valorizaram o espírito bucólico da ilha. Roselyne Brilhante, 23, aproveitou o feriado para visitar os pais que moram no Murubira. “Nas férias eu ainda gosto um pouco de pegar uma baladinha, mas normalmente eu prefiro programas mais calmos”, conta a estudante. Graças ao pouco movimento, Roselyne e os pais conseguiam identificar a música que vinha do carro da família, coisa rara em alta temporada.
O feriadão também foi bom para revisitar a casa de praia, arrumar colchonetes no chão e reunir familiares em casas onde sempre cabe mais um. No chalé de Amarildo Chermont, onde cabem um, cabem 40. Reunidos em volta da piscina, no jardim ou nas varandas, familiares e amigos aproveitam os dias extras de folga colocando a conversa em dia, jogando pingue-pongue, comendo à vontade e tomando uma cervejinha. “Belém anda tão caótica, o trânsito tá cada vez mais insuportável. É muito bom reunir a família, curtir uma praia, tomar uma... Sempre que a gente pode, a gente aproveita”, conta o comerciante.
Na barreira do Portal da Ilha, a operação Corpus Christis montada pelo Detran em parceira com a Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal e CTBel, mais orientava do que punia os motoristas. “Está tudo calmo. Estamos fazendo algumas abordagens, verificando se há motoristas embriagados, se os carros que precisam têm o bebê conforto... Estamos trabalhando durante estes quatro dias para garantir um feriado tranquilo à população”, conta o coordenador de operações Rodolfo Farias. Segundo ele, aproximadamente 50 carros por minuto passavam pela barreira, um número que reduziu com o avanço do dia. O movimento, segundo Farias, deve ser um pouco maior hoje. Difícil vai ser abrir mão do sossego da ilha e voltar para a cidade e para o trabalho segunda-feira. (Diário do Pará)
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