Em 2012 o ”Boi Pavulagem” completa 25 anos e neste domingo (10) seguiu em direção à Praça da República dando início a mais uma temporada dos já tradicionais arrastões, que ocorrem nos domingos da quadra junina.
Os brincantes começaram a se concentrar às 9h na Escadinha da Estação das Docas, na avenida Boulevard Castilhos França, de onde o "Arrastão do Pavulagem" saiu por volta das 10h, com a chegada do barco que trazia os Bois Pavulagem e Malhadinho do Guamá. A embarcação também trouxe os mastros de São João, levados até a Praça da República, onde foram hasteados, simbolizando a abertura oficial da quadra junina. Para este momento, o Arraial do Pavulagem fez a canção “Mastro de Fé”, cantada e tocada pelo Batalhão da Estrela
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Cerca de 20 mil pessoas acompanharam o arrastão, composto pelo Boi Pavulagem e os Vaqueiros, além de aproximadamente 600 componentes que conduziram as bandeiras de São João, estandartes, cabeções, cavalinhos, adereços e bois convidados. As Orquestras de percussão e metal e os pernas-de-pau também deram ritmo e animação à brincadeira.
O trânsito precisou ser interrompido na avenida Presidente Vargas, para a passagem do cortejo que encerrou na Praça da República, onde o grupo Arraial do Pavulagem subiu ao palco e continuou a festa com um show.
Os demais cortejos do "Arrastão do Pavulagem" ocorrem nos domingos 17, 24 de junho, e 1º de julho, quando os mastros serão derrubados marcando o fim das festividades de São João. O evento é realizado pelo Instituto Arraial do Pavulagem e tem patrocínio da VIVO, através da Lei Semear de Incentivo à Cultura, e do Governo do Estado do Pará.
CONSCIENTIZAÇÃO
Embora neste domingo ainda tenha sido comum ver pessoas comercializando e consumindo bebidas, o Instituto Arraial do Pavulagem vem mostrando preocupação com o consumo álcool durante os cortejos e este ano segue desenvolvendo uma campanha de conscientização para evitar a presença dessas bebidas durante os arrastões, com a intenção de fortificar o movimento como uma festa para a família.
“A cultura está contaminada pelo que potencializa a violência. Precisamos refletir sobre isso, pois com o álcool a gente não tem chance de acolher com responsabilidade as pessoas”, lamenta Ronaldo Silva, um dos fundadores do Arraial.
(DOL, com informações de Cintia Magno/Diário do Pará)
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