A cantora Angélika e o pianista Paulo José, e a banda Metal Pará foram as atrações da tarde deste domingo (10), no Espaço São José Liberto, na programação do XXV Festival Internacional de Música do Pará, promovido pela Fundação Carlos Gomes e pelo Governo do Estado. Uma mistura de sons eruditos e populares agradou o público, que lotou o Coliseu das Artes e a Capela do São José Liberto para assistir aos espetáculos.
A cantora lírica alemã Angélika e o pianista paraense Paulo José Campos de Melo, superintendente da Fundação Carlos Gomes (FCG), mostraram no palco uma harmonia cultivada há 26 anos, tempo que eles têm de casados.
A dupla mostrou um rico repertório de clássicos em vários idiomas, como francês, italiano, espanhol catalão e inglês. Canções em português também fizeram parte da apresentação, entre as quais canções que ficaram célebres nas vozes do paraense Walter Bandeira, Chico Buarque e Vinícius de Moraes.
Para Angélika, participar do Festival Internacional de Música do Pará é uma experiência incomum. “Gosto muito do projeto, pois descobrimos sempre estilos e uma variedade surpreendente de músicas. É muito interessante conhecer coisas novas, novos músicos e trabalhos”, disse a cantora, que emocionou a plateia.
O pianista Paulo José afirmou que a apresentação dele com Angélika sintetiza a essência do Festival de Música paraense. “O festival busca reunir o maior número de artistas com estilos diferentes. A nossa apresentação, bem como o trabalho da Angélika, combina muito bem com esta proposta”, ressaltou.
Erudito e popular
A programação do festival começou neste domingo, no São José Liberto, com a apresentação da banda Metal Pará. Formada por alunos do curso de Bacharelado em Música da Fundação Carlos Gomes, em parceria com da Universidade do Estado do Pará (Uepa), a banda tem sete integrantes, que tocam trompete, trombone, trompa, tuba, percussão e bateria.
Na apresentação desta tarde, o público assistiu a um passeio pelos clássicos de compositores eruditos e populares, tais como um trecho da ópera “Aída” de Giuseppe Verdi, e composições do nordestino Mestre Duda e do paraense Waldemar Henrique.
Para o tubista Alessandro Dias, que participa do festival, junto com a banda, há cinco anos, o evento é uma oportunidade de mostrar o desenvolvimento da música paraense para o Brasil, por meio dos músicos de outros Estados, e para o público paraense. “O festival faz com que o cenário musical paraense apareça de forma grandiosa”, ressaltou o instrumentista.
A programação do XXV Festival Internacional de Música do Pará prossegue no Espaço São José Liberto na terça-feira (12), com as apresentações do Quinteto de Saxofones da Fundação Carlos Gomes, às 16h, no Coliseu das Artes, e do Ébano Quarteto, às 17h30, na Capela.
(Agência Pará)
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