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Grávida perde o bebê e família critica atendimento

O sonho de ser mãe e a expectativa de olhar para o rosto do filho foram tirados da forma mais brutal de Suzana Milena dos Anjos Carneiro. Na tarde de ontem, no Hospital Beneficente Portuguesa, Suzana, grávida pela primeira vez, teve a infeliz notícia de q

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O sonho de ser mãe e a expectativa de olhar para o rosto do filho foram tirados da forma mais brutal de Suzana Milena dos Anjos Carneiro. Na tarde de ontem, no Hospital Beneficente Portuguesa, Suzana, grávida pela primeira vez, teve a infeliz notícia de que sua filha já estava morta dentro da barriga. Grávida de nove meses, a jovem moradora da Ilha Murucutu, veio para Belém na sexta-feira (08) em busca de uma maternidade que a atendesse pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Ela já estava com contrações e por isso viemos para Belém. No sábado (09), procuramos um hospital que atendesse ao SUS porque ela estava sangrando e perdendo líquido. Pensamos: está na hora de nascer”, contou dona Maria de Nazaré Soares, mãe de Milena, entre tantas lágrimas de dor pela perda da neta.

Desolada pela situação, dona Maria de Nazaré tentava contar o que havia acontecido. “No sábado, uma médica atendeu minha filha e disse que ela não estava em trabalho de parto, por isso pediu que ela fizesse um exame de ultrassom e retornasse ao consultório. Na hora do exame, foi cobrado o valor de R$ 157. Como não tínhamos dinheiro para pagar, voltamos para casa”, relatou a mulher. De volta à maternidade na manhã de ontem e ainda com os mesmos sintomas, Suzana conseguiu atendimento. “Quando foram escutar o coração do bebê, já não ouviram mais nada. A enfermeira fez uma cara estranha e mandou logo a minha filha para a sala de cirurgia. Depois vieram nos avisar que a criança já havia morrido”, disse Maria de Nazaré.

Indignada, pedia justiça pela perda da neta. “Se não podiam atender minha filha, por que não avisaram logo? Poderíamos ter procurado um outro local. Agora, o corpo do bebê está lá no necrotério e nós não temos informação de nada. Alguém tem que nos ajudar”, desabafou aos prantos a avó. Suzana, que havia sido submetida a cirurgia para a retirada do bebê, permanecia internada e sem previsão de alta.

O hospital não quis se pronunciar sobre o assunto.

(Diário do Pará)

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