Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Pará (Sindsaúde) consideram que houve avanço nas negociações entre os servidores e a direção da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), durante reunião com a secretária Silvia Santos, realizada na Secretaria Municipal de Administração, na manhã de ontem.
A coordenadora do Sindsaúde, Carmem Fonseca, disse que a reunião “não atendeu a todas as nossas expectativas”, mas considerou “um avanço” a volta do adicional de turno, uma gratificação que havia sido retirada desde julho do ano passado e que corresponde a 20% do salário base (salário mínimo) paga a todos os funcionários que fizerem plantão durante os feriados e finais de semana. Hoje a Sesma paga R$ 0,58 por hora para os plantões de 12 horas.
O que mais preocupa os funcionários, entretanto, segundo ela, é o vale-alimentação, que hoje é de R$ 160 e paga somente a parte dos funcionários. Eles querem que o tíquete suba para R$ 330 e seja estendido a todos.
Sobre a greve anunciada pelos servidores do HPSM da 14 de Março, ela disse que a paralisação é parcial e “não está tendo o aval do sindicato”. A situação ainda vai ser avaliada numa reunião marcada para hoje, no Sindsaúde.
SESMA
A Sesma, por meio de uma nota, informou que foi assinado um acordo com o Sindsaúde, na última sexta-feira. “Ficou acordado que o vale-alimentação passará do valor de R$ 160 para R$ 220”. Quanto à reivindicação do desconto previdenciário no HPS (Hospital Pronto-Socorro), a Sesma informa que “o retorno da contribuição será feito a partir do mês de junho”.
Sobre os pedidos de melhores condições de trabalho, a Sesma ressalta que vem aplicando recursos “de acordo com a sua disponibilidade orçamentária e financeira”.
(Diário do Pará)
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