Médicos do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) decidiram paralisar suas atividades nesta terça-feira (12), em protesto contra a Medida Provisória 568, que impõe redução de salários e aumenta a carga horária dos médicos do serviço público federal. Os profissionais vão suspender os serviços de ambulatório e internação durante toda a manhã, para realizar um ato público na frente do hospital.
Médicos de todo o País organizaram paralisações para manifestar seu descontentamento com a Mediada Provisória, que deve ser analisada hoje pela comissão mista de admissibilidade, em Brasília. No Barros Barreto, as atividades devem ser retomadas ainda hoje, após o término do ato público.
Os 91 médicos do Barros Barreto são vinculados à Universidade Federal do Pará (Ufpa) e se consideram os mais prejudicados pela Medida Provisória, a qual também afeta o adicional de insalubridade pago aos médicos, fixando em um teto máximo de R$ 260,00, quando atualmente é fixada em percentuais que variam de 10% a 40%.
Os diretores do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), João Gouveia e Erivaldo Pereira, reuniram-se ontem com o diretor do hospital, Eduardo Leitão, e o coordenador, Antonio Rocha, que prometeram respeitar a decisão da categoria de suspender os trabalhos durante o dia para realizar o protesto.
Para o diretor do Sindmepa, João Gouveia, a Medida Provisória pode motivar o abandono de carreira, o não ingresso de gente nova na profissão e a piora na formação dos residentes.
(DOL, com informações do Sindmepa)
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