Os trabalhadores do HPSM entram amanhã (14) no quarto dia de greve. A mobilização exige melhores condições de trabalho, isonomia do vale-alimentação no valor de R$ 220,00, reintegração da HPS, gratificação especial para servidores de urgência e emergência e contra a privatização da saúde. A idéia do comando de greve é fazer com que as unidades de saúde e o HPSM do Guamá também façam parte do movimento.
“Chegou a hora de intensificar a greve. Convocamos a todos os servidores municipais da saúde a fazerem assembleia em suas unidades e decidirem pela greve. Essa vai ser a única forma de enfrentar a prefeitura e arrancar nossas conquistas. Chega de descaso, de desrespeito, somos uma categoria forte e a hora é agora”, convoca o Comando de Greve dos servidores do HPSM.
Na próxima sexta-feira (15) está convocada uma assembleia geral de todos os servidores da saúde do município para decidir os rumos da paralisação.
DENÚNCIA
A presidente da Associação dos Servidores de Saúde no Município de Belém (Assesmurb), Rosana Oliveira, denuncia as péssimas condições em que se encontra o HPSM do Guamá. “A situação no Pronto Socorro do Guamá é calamitosa. Há uma superlotação com pacientes idosos em colchonetes no chão, pacientes portadores de tuberculose junto com idosos no corredor, pacientes em cima de macas em áreas de serviço por falta de espaço, crianças e espaço no setor de urgência, o que é errado porque as crianças devem ser atendidas na pediatria. Ou seja, uma situação desesperadora por culpa do descaso do prefeito Duciomar Costa”, denuncia a presidente.
Ainda segundo Rosana, os servidores do HPSM do Guamá também devem decidir se entram em greve a partir da sexta-feira (15). (DOL)
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