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Atualização de cadastro lota posto de atendimento

Iniciada no último mês, a atualização cadastral dos usuários do programa Bolsa Família em Belém continua superlotando o posto sede do serviço, localizado na passagem Maria das Graças, na Marambaia. Somente no Pará, 72.716 famílias, 21 mil delas na capital

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Iniciada no último mês, a atualização cadastral dos usuários do programa Bolsa Família em Belém continua superlotando o posto sede do serviço, localizado na passagem Maria das Graças, na Marambaia. Somente no Pará, 72.716 famílias, 21 mil delas na capital, precisam confirmar os dados para não perder o benefício.

Segundo Erika Lemos, assessora da coordenação municipal do programa, 200 senhas são distribuídas de segunda a quinta-feira, sendo 150 no início da manhã, por volta das 7h, e 50 no intervalo do almoço. Os atendimentos ocorrem até o término de todas as senhas, já no final da tarde. “A procura tem sido mediana. Iniciamos o recadastramento em maio e desde então o número de pessoas vem se mantendo”,afirmou.

O volume considerado normal, contudo, significa uma luta cansativa em busca de senha. Para garantir o atendimento, muitas pessoas ficaram em frente ao posto desde a madrugada. O entregador Sidney Bonifácio era uma delas. Mesmo morando distante, ele chegou ao local às 2h e às 9h ainda estava aguardando sua vez, ao lado da esposa Anete Pereira e da filha de 6 meses no colo.

Cansados, os dois tinham a esperança de conseguir solucionar um problema que tem prejudicado financeiramente a família. “Desde fevereiro, nos cadastramos e até agora não recebemos o benefício. É uma quantia pequena, mas que nos ajudaria”, disse Anete.

Além da demora, muitas pessoas reclamavam que, ao distribuir as senhas, os funcionários não levavam em conta a prioridade de crianças de colo e idosos. “O tratamento logo na porta já é muito ruim. Os funcionários não falam com educação”, disse Antonia Cleide dos Santos. O mototaxista Alexandre da Silva também questionava a estrutura disponibilizada para os serviços. “Não há condições regulares para ficarmos aqui. O prédio é velho, mal cuidado, falta ventilador, o banheiro está sujo, não tem água nem cadeira para todos”, disse. De fato, o local comportava mais pessoas do que deveria, motivo pelo qual muitas pessoas sentavam no chão, na grama, em qualquer lugar.

Para evitar perda de tempo, Erika explica que o recadastramento segue até dezembro e só quem recebeu uma mensagem em seu extrato deve comparecer ao local. “As exceções são as famílias que ainda precisam apresentar comprovantes de regularidade, como declarações da escola, carteira de vacinação e afins”, ratificou.

Segundo informações publicadas no site do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a mudança de endereço ou de renda, localização da escola dos filhos para acompanhamento da frequência escolar e composição familiar são informações fundamentais para a boa gestão do programa de transferência de renda, que atende 12,8 milhões de famílias em todo o Brasil.

(Diário do Pará)

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