Cerca de 200 pessoas, entre praticantes de canoagem e de outros esportes aquáticos, participaram do mutirão que limpou rios e mangues da Região Metropolitana de Belém, ontem. A ação começou pelos rios Ariri, Maguari, Benfica e Caraparu e foi uma espécie de ensaio geral para a 3ª edição do “Clean Up Day”, que acontecerá em setembro.
Estima-se que até lá mais de cinco toneladas de lixo sejam retiradas das margens e águas dos rios que banham a grande Belém. Garrafas plásticas, sandálias e latinhas estão entre os principais resíduos recolhidos pelos voluntários. O Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias (Clean Up Day) é realizado em mais de 120 países.
Em Belém, é praticado desde 2010 e foi trazido pelo grupo Marenteza Canoagem, pois os membros da equipe ficaram preocupados com a grande quantidade de resíduos encontrada nos rios por onde passavam na prática do esporte.
O coordenador do mutirão, Pedro Sousa, enumerou que, na primeira edição do mutirão, participaram apenas oito pessoas. No início, foi praticado apenas por atletas de canoagem e caiaque, mas aos poucos pessoas que possuem lanchas e jet-ski atentaram para a preservação dos rios da cidade e entraram para esta campanha de conscientização ecológica.
A professora LÚcia Sampaio diz que, por ter nascido próximo dos rios, desde criança se preocupa com isso. “A gente mora em uma região privilegiada e cercada por rios, mas na maioria deles encontramos uma grande quantidade de sujeira. Isso não somente polui, prejudica a vida”, enfatizou.
Os voluntários se dividiram em três equipes: Água (onde usaram embarcações, como caiaque, lancha, jet-ski, canoa), Terra (que fez a limpeza continental e dos mangues) e Anfíbio, que recolheu os resíduos das margens dos rios.
O ponto de saída e chegada foi a Marina Canto das Ilhas, no bairro do Curuçambá, em Ananindeua. A todo instante, as pequenas embarcações aportavam com os voluntários carregando sacos e mais sacos com os resíduos recolhidos. Entre a sujeira, chamou a atenção o monitor de computador, um pedaço de sofá e outros aparelhos eletrônicos retirados das águas.
Todo esse material foi encaminhado para o Projeto Seletiva, onde os resíduos serão separados e reaproveitados por cooperativas que trabalham com reciclagem. Os voluntários percorreram mais de 5 Km de extensão de rios.
(Diário do Pará)
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