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Movimento Xingu nega envolvimento com invasão

A organização e coordenação do Movimento Xingu Vivo para Sempre, responsável pelo encontro Xingu +23, se pronunciou por meio de nota, sobre o protesto de índios no último sábado (16), dentro de um dos escritórios do gigantesco canteiro da Usina Hidrelétri

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A organização e coordenação do Movimento Xingu Vivo para Sempre, responsável pelo encontro Xingu +23, se pronunciou por meio de nota, sobre o protesto de índios no último sábado (16), dentro de um dos escritórios do gigantesco canteiro da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Acompanhados de cerca de cem manifestantes, os índios da tribo dos munduruku destruíram computadores, telefones, aparelhos de ar-condicionado e documentos.

Na nota, o movimento afirmou que na manifestação teria apenas uma pajelança no canteiro, um pronunciamento do padre da paróquia da comunidade Assurini e declarações de protesto e repúdio a Belo Monte.

Porém, os funcionários que trabalham nas dependências das obras de Belo Monte, apesar de não terem interagido com os manifestantes, filmaram e fotografaram o ato, totalmente pacífico. O que incomodou os indígenas e alguns decidiram se manifestar nas dependências administrativas da empresa.

Sobre os danos causados durante a ação, os indígenas afirmam que a mesma foi uma reação de revolta contra a violação de seus direitos constitucionais, contra a destruição de moradias, do meio ambiente e do rio, e afirmaram que o ato teve um fundo espiritual e pedagógico.

Segundo eles, através da ação buscou possibilitar a Norte Energia e ao Governo Federal o entendimento do significado das perdas que Belo Monte os tem causado.

O Movimento Xingu Vivo para Sempre declarou que a ação dos indígenas foi realizada de forma independente. Alguns participantes do Xingu +23 decidiram, por conta própria, apoiar o ato.

Em nenhum momento, a ação foi incentivada pela coordenação do evento, diz a nota. No entanto, a coordenação entende que a espiritualidade e indignação indígena tem uma lógica própria, na qual não cabe a interferência de outros povos.

O encontro Xingu + 23 iniciou na última terça-feira (13) e na sexta os manifestantes ocuparam por um dia uma das “ensecadeiras”, espécie de barragem provisória, da hidrelétrica.

Depois de duas décadas do 1º Encontro dos Povos do Xingu, que impediu o primeiro projeto de barramento do rio Xingu, novos protestos tentam conter a construção acelerada de Belo Monte.

Não houve resistência ou qualquer reação por parte da segurança privada do consórcio Norte Energia, que não impediu a manifestação.
O consórcio disse que as imagens e fotos feitas no local foram encaminhadas à Polícia Federal e também à Casa Civil da Presidência da República, por se tratar de uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

No sábado mesmo, foi registrado um boletim de ocorrência na Polícia Civil de Altamira. Segundo a assessoria, até agora, com as primeiras imagens não se consegue identificar quem foram as pessoas que destruíram os equipamentos.

>> O consórcio vai acionar invasores de Belo Monte na Justiça

(DOL, com informações do Diário do Pará e Movimento Xingu para Sempre)

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