A capital paraense foi escolhida para sediar o 7º Encontro Nacional de Atendimento Escolar Hospitalar e o 1º Seminário de Educação Popular e Saúde que será realizado no período de 19 a 21 de junho, no Centro de Convenções Benedito Nunes, da Universidade Federal do Pará (UFPA). Professores, médicos, técnicos em educação, estudantes, entre outros profissionais, que atuam em salas de aula no ambiente hospitalar, participarão de palestras, mesas redondas, conferências, oficinas, debates, rodas de conversas e outras atividades com abordagens de temáticas diferenciadas que buscam promover discussões sobre as políticas e práticas educacionais no contexto hospitalar, domiciliar e em práticas de educação popular e saúde.
Cerca de 700 profissionais e estudantes das áreas de educação, saúde e de universidades de vários estados brasileiros são esperados para o evento que tem como parceiros a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), Universidade Federal do Pará (Ufpa) e Universidade do Estado do Pará (Uepa).
O acolhimento dos participantes será feito pela Orquestra Sinfônica do Conservatório Carlos Gomes e pelo coral da classe hospitalar do Hospital Ophir Loyola. A palestra de abertura será ministrada pela Dra Eneida Simões da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) que falará sobre o atendimento escolar hospitalar. Entre os palestrantes internacionais estão a Dra Sylvia Riquelme, presidente da Rede Latinoamericana de Classes Hospitalares do Chile, que abordará o tema: “Políticas Educacionais para a Pedagogia Hospitalar na América Latina”.
Programações culturais também marcam o evento como a exposição do projeto: “Encantamento em Retalhos”, com fotos dos trabalhos desenvolvidos nas classes hospitalares em todo o Brasil; lançamento de livros e a apresentação do Arraial do Pavulagem que promete colocar todo mundo para dançar.
Classe Hospitalar- Iniciada em 2003 no Hospital Ophir Loyola, como uma necessidade de garantir a escolarização às crianças internadas no hospital, foi criada a primeira sala de aula em um ambiente hospitalar que recebeu o nome de “Projeto Prosseguir”. Posteriormente, a partir do sucesso alcançado, a proposta tornou-se um modelo a ser seguido. Em 2007, vários hospitais públicos solicitaram à Coordenação de Educação Especial (Coees), que coordena o projeto, a inclusão da classe hospitalar em seus ambientes.
Desta forma, desde sua criação, o Programa da Classe Hospitalar da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), atualmente presente em sete hospitais e abrigos da Região Metropolitana de Belém (Fundação Hospital de Clínicas; Fundação Santa Casa de Misericórdia; Hospital João de Barros Barreto; Hospital Metropolitano; Hospital Ophir Loyola; Núcleo de Apoio ao Enfermo Egresso-Naee e abrigo João Paulo II) visa assegurar a continuidade dos estudos a centenas de pacientes- alunos internados, ou àqueles, cuja frequência nas escolas não é indicada pelos médicos. Até o momento, o Programa já atendeu aproximadamente 8 mil alunos nos níveis fundamental e médio.
(Ascom/Seduc)
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