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Mais servidores federais em greve

Servidores públicos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em Belém, e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Pará, entraram em greve segunda-feira (18) por tempo indeterminado. Os órgãos aderiram à mobilização nacional da Con

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Servidores públicos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em Belém, e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Pará, entraram em greve segunda-feira (18) por tempo indeterminado. Os órgãos aderiram à mobilização nacional da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef).

Na sede da Funasa, no bairro do Reduto, um ato reuniu dezenas de servidores para pedir reajuste salarial e melhores condições de trabalho. “Queremos um reajuste de 22,08% para todos os servidores públicos federais”, disse Neide Solimões, diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal do Pará (Sintsep-Pa). A falta de material e estrutura para trabalhar também foi pontuada pelos servidores. “Os serviços estão quase parados. Falta material, veículos para fazer trabalho de campo, o fardamento também nunca mais foi dado”, contou Luis Sérgio Botelho, funcionário do órgão há 26 anos.

Os servidores também pedem a retirada de projetos de lei que prejudiquem os funcionários e que estão em tramitação no Congresso Nacional. “Como exemplo temos o Projeto de Lei) 548, que congela os salários e investimentos por dez anos no setor público e o PL 248, que prevê a demissão do servidor público por insuficiência de desempenho. Se tiver duas negativas seguidas ou três alternadas, abre um processo que pode dar em demissão”, pontuou.

INCRA
Os servidores do Incra também deram início à greve por tempo indeterminado, após alguns dias de paralisação. A decisão foi motivada para pedir reestruturação das carreiras, melhorias salariais e de condições de serviço e recomposição do quadro
funcional.

Ronaldo Coelho, presidente da Associação dos Servidores do Incra no Pará, há uma evasão de cerca de 60% do quadro de funcionários do órgão. “Os funcionários passam em outros concursos e saem e não há renovação do quadro. Ainda há uma estimativa que, até 2014, cerca de 40% dos servidores poderão se aposentar”, afirmou.

O trabalho realizado pelos funcionários também estaria afetado por falta de condições. “Os recursos foram cortados, a maioria das atividades é realizada no campo e as passagens e diárias não são suficientes para fazer o trabalho”.

Hoje, às 10h, os servidores irão até o Ministério Público denunciar as questões que os levaram a aderir à greve. A categoria também ganha o apoio do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), os integrantes vão acampar na sede do órgão.

(Diário do Pará)

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