O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Luiz Roberto D’Ávila, considera lamentável o atual cenário brasileiro, onde os médicos precisam entrar em estado de greve para poder negociar com o governo as condições de trabalho da categoria. Os problemas começaram depois que o governo federal criou a Medida Provisória 586, que reduz em 50% o salário dos médicos federais, tanto ativos quanto inativos, e também aumenta a jornada de trabalho para 40 horas semanais. Diante da pressão, o governo percebeu o equívoco e agora tenta uma negociação. “Temos ciência de que a MP é uma tentativa do governo federal para nivelar a classe, mas o problema é que esta medida faz com que os médicos trabalhem mais e ganhem menos”, atentou D’Ávila.
No último dia 2, os médicos do serviço público federal de Belém fizeram um protesto contra a MP 568/12, que atinge diretamente 45 mil médicos em todo o país e 2 mil no Pará.
(Diário do Pará)
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