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Bebê passa bem e está fora de risco de infecção

Até o início da noite de terça-feira (19), nenhum outro familiar compareceu à Santa Casa de Misericórdia, a fim de pedir para cuidar do bebê que foi abandonado em um terreno baldio, no bairro de Águas Brancas, em Ananindeua. O menino, que recebeu o prenom

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Até o início da noite de terça-feira (19), nenhum outro familiar compareceu à Santa Casa de Misericórdia, a fim de pedir para cuidar do bebê que foi abandonado em um terreno baldio, no bairro de Águas Brancas, em Ananindeua. O menino, que recebeu o prenome provisório de “Marcos”, passa bem, mas ainda continua sem previsão de alta médica. Porém, quando este momento chegar, a criança será encaminhada para um abrigo e a justiça é quem determinará se ela vai ou não para adoção. A mãe que o abandonou, Marineide Tavares Pereira, 30, está presa e à disposição da Justiça. Ela vai responder a processo por abandono de incapaz. Na delegacia, disse estar arrependida e quer ter o filho de volta. Justificou o delito por não ter condições de criar o bebê.

O menino pesa 3,175 Kg e mede pouco mais de 50 centímetros. De acordo com a neonatologista Vânia Cecília, que atendeu o bebê, o quadro de saúde é considerado estável. “Ele chegou ao hospital respirando bem, mas a nossa preocupação, no início, era o risco de infecção – uma vez que o bebê foi abandonado em via pública. Logo, a possibilidade de ter sofrido algum tipo de contaminação era alta. No entanto, os exames laboratoriais feitos com ele apontam bons resultados”, informou.

A médica acrescentou ainda que o bebê aceitou muito bem a alimentação que lhe foi dada, garantida pelo Banco de Leite Humano da Santa Casa. Em relação à alta da criança, a médica não deu nenhuma. Ressaltou apenas que será feito um relatório social sobre o caso e que este documento será encaminhado ao Ministério Público, e em seguida para o Juizado da Infância e da Juventude. “O procedimento é este: a gente entrega o documento e o Juizado é que determina para onde a criança vai, se é para um abrigo ou se ele é devolvido para o seio da família”, frisou a médica.

Para Vânia, estas ocorrências de mães que abandonam os filhos desta maneira remetem a um problema que pode ter solução, desde que a mulher receba a atenção devida durante a gestação. “Tem mulheres que ainda não estão preparadas para ser mãe, por isso é fundamental que durante a gestação elas recebam a atenção necessária”, colocou a neonatologista.

Entretanto, este não é o primeiro filho de Marineide. Ela já tem outro que é criado pela avó paterna. No local onde o bebê foi abandonado, no bairro de Águas Brancas, nenhum morador conhece Marineide ou lembra de tê-la visto por lá. A comunidade está sensibilizada com a situação.

(Diário do Pará)

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