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Garoto de Cotijuba será exumado

O corpo do menino Kelvys deverá ser exumado até a próxima sexta-feira, segundo o delegado da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), da Polícia Civil, Rogério Moraes, responsável pelo caso. Ele pediu a exumação do corpo do garoto para escla

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O corpo do menino Kelvys deverá ser exumado até a próxima sexta-feira, segundo o delegado da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), da Polícia Civil, Rogério Moraes, responsável pelo caso. Ele pediu a exumação do corpo do garoto para esclarecer todas as dúvidas a respeito da causa da morte dele. Kelvys, de dois anos, teria acordado e pedido água durante o próprio velório, no último dia 2 de junho, na Ilha de Cotijuba, que pertence a Belém.

A exumação do corpo do garoto foi autorizada pela juíza Rubilene Silva Rosário, da 3ª Vara Penal de Icoaraci, ontem à tarde. O Ministério Público do Estado (MPE) também foi favorável ao pedido. Kelvys foi declarado morto por médicos do Hospital Regional Abelardo Santos (HRAS), de Icoaraci. Mas, segundo testemunhas, ele teria acordado e pedido água durante o próprio velório. O menino ainda chegou a ser levado de volta para a Unidade de Saúde de Cotijuba, onde morava, mas o médico de plantão somente confirmou a morte dele.

A esperança da família de Kelvys, segundo o advogado deles, Dorivaldo Belém, é de que os exames de sorologia que a exumação vai permitir realizar no cadáver identifiquem a verdadeira causa da morte do garoto. A família quer que os exames sejam feitos o mais rápido possível, para detectar possíveis infecções ou doenças.

Os familiares do garoto acreditam que a parada cardiorrespiratória que foi indicada como a causa da morte no atestado de óbito dele pode ter acontecido em consequência de uma doença que poderia ter sido diagnosticada e tratada. “A doença ou infecção poderia ser a causa da parada cardiorrespiratória, que teria levado o menino a um estado de coma, em que os sinais vitais não pudessem ser percebidos. A família quer saber se houve erro no diagnóstico e se Kelvys poderia ter sido salvo”, explica o advogado.

SILÊNCIO
Os dois médicos que atenderam o menino Kelvys na unidade de saúde de Cotijuba prestaram depoimento ao delegado Rogério Morais, da Dioe, na manhã de ontem, mas o conteúdo dos depoimentos deles não foi revelado pela polícia e eles não quiseram falar com a imprensa.

Hoje, o delegado deve ouvir os depoimentos da técnica de enfermagem que auxiliou o atendimento do garoto e do barqueiro que transportou o corpo do menino do Hospital Abelardo Santos, em Icoaraci, até Cotijuba.

(Diário do Pará)

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