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Greve continua por tempo indeterminado

Os funcionários do Hospital do Pronto-Socorro Municipal (HPSM) da 14 de Março decidiram, terça-feira (19), manter o movimento de greve da categoria, por tempo indeterminado, até que a prefeitura apresente por escrito o compromisso de atender as reivindica

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Os funcionários do Hospital do Pronto-Socorro Municipal (HPSM) da 14 de Março decidiram, terça-feira (19), manter o movimento de greve da categoria, por tempo indeterminado, até que a prefeitura apresente por escrito o compromisso de atender as reivindicações dos servidores por reajuste salarial e melhores condições de trabalho e de atendimento à população.

Pela manhã, foi realizado mais uma vez o velório da saúde do município, com o reforço de funcionários da Santa Casa de Misericórdia do Pará que foram até o HPSM da 14 demonstrar solidariedade ao movimento. Eles colocaram um caixão com um boneco dentro representando a saúde do município na frente do HPSM da 14 de Março.

Uma assembleia foi realizada em frente ao HPSM por volta das 18h. Na avaliação do comando de greve, pelo menos 70% dos funcionários estão parados na 14 de Março e cerca de 30% já estariam paralisados no HPSM do Guamá. Segundo o comando, também já aderiram ao movimento os funcionários das duas casas de saúde mental do município.

“A cada dia que passa, a greve está mais fortalecida”, avaliou Rosana Rocha de Oliveira, do comando de greve. “Tivemos calote nas negociações com a prefeitura”. Ela disse que foi divulgado um documento na manhã de ontem com uma suposta lista de equipamentos que serão comprados, mas, segundo ela, “são equipamentos para UTIs, não o que nós pedimos que foi o básico: água, bebedouros, macas, mais entradas de oxigênio, suportes para soro, contêineres. Nada fora do comum”.

Hoje os servidores pretendem voltar a fechar a 14 de Março como forma de chamar a atenção para o movimento. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informou, por meio de uma nota, que “está avaliando todas as propostas e responderá à comissão”. A Sesma informa ainda que uma nova reunião foi agendada para a próxima terça-feira (26). Segundo a Sesma, “os manifestantes que aderiram à paralisação não representam 10% do total de 1.200 servidores do Hospital de Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti (14 de Março)”. A Sesma afirma ainda que as reivindicações feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Pará (SindSaúde) “já foram atendidas, desde o dia 1º de junho”.

A nota cita, dentre outros detalhes, o aumento do ticket-alimentação de R$ 160 para R$ 220, “chegando assim a uma isonomia com todos os servidores da Sesma”.

Sessão na Câmara Municipal de Belém debate a crise
Uma sessão especial na Câmara Municipal debateu mais uma vez a situação atual da saúde pública. Em meio à greve dos servidores do Pronto-Socorro Mario Pinotti, da travessa 14 de Março, e da possibilidade de mais paralisações, há o choque entre as instituições defensoras da categoria. Sindicato e associações têm pautas reivindicatórias em desacordo na defesa dos servidores municipais de saúde.

A paralisação no pronto-socorro da 14 chega ao 10º dia e as reivindicações continuam pedindo ajuda. Para o vereador Fernando Dourado, é necessário evitar maiores problemas. “Realizamos a sessão para evitar que venha a acontecer o pior, já temos o indicativo que os médicos também vão parar. Precisamos nos antecipar. Já padecemos da falta de recursos, acrescenta-se a isso a desvalorização do servidor. Também estamos buscando a integração das instituições que representam o servidor”, afirma.

A sessão que buscou soluções para os problemas da saúde municipal não contou com a presença de representantes dos prontos-socorros, da Secretaria Municipal de Saúde, nem da Prefeitura de Belém. De acordo com Dourado, todas as entidades envolvidas foram convidadas para o debate. “Só faltou aqui o poder público municipal”, lamenta.

Um dos sindicatos presentes era o Sindicato dos Servidores do Município de Belém (Sisbel), que garante fazer as negociações com a Sesma.

(Diário do Pará)

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