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Depredação em usina é investigada pela polícia

A manifestação dos índios e ativistas contrários a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no último sábado, está sendo investigada pela Polícia Civil. Em protesto, dezenas de manifestantes invadiram escritórios do setor administrativo do Consórci

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A manifestação dos índios e ativistas contrários a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no último sábado, está sendo investigada pela Polícia Civil. Em protesto, dezenas de manifestantes invadiram escritórios do setor administrativo do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), próximo de Altamira, descumprindo liminar da Justiça do Estado do Pará que proibia o acesso de manifestantes no canteiro de obras. O prejuízo pode chegar a R$ 1 milhão, mas o trabalho não parou. Os profissionais que trabalhavam naquelas instalações foram lotados em outros setores.

De acordo com o diretor administrativo do CCBM, Marcos Sordi, um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Altamira. “Cedemos às autoridades imagens da depredação promovida por representantes de ONGs e indígenas. O CCBM espera que os envolvidos sejam responsabilizados com o devido rigor, para que novos atos criminosos como este não virem rotina”, afirma.

Segundo o Consórcio todas as salas sofreram algum tipo de depredação. O CCBM contabilizou 50 computadores destruídos; dezenas de mesas, cadeiras, armários e arquivos quebrados; todas as janelas tiveram os vidros danificados; uma impressora de grande porte foi destruída; pias, vasos sanitários e torneiras foram quebrados; 20 centrais de ar também foram quebrados; bebedouros, luminárias, portas e painéis metálicos foram destruídos; a copa foi totalmente destruída; aparelhos telefônicos e rádios de comunicação interna desapareceram; e documentos e projetos foram queimados. “Parte da equipe retornou ao escritório do CCBM em Altamira. Outra parte segue atuando em outras edificações no próprio Sítio Belo Monte”, garante.

Mais de 30 pessoas já foram ouvidas e a partir de quinta-feira suspeitos serão intimados. “Atualmente estamos colhendo depoimentos e o máximo possível de informações para produzir a materialidade do processo”, explica o Superintendente da Polícia Civil da Região Xingu.
(Diário do Pará)

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