O recém-nascido encontrado na manhã da última segunda-feira, em um terreno baldio no bairro de Águas Brancas, em Ananindeua, recebeu alta da Santa Casa de Misericórdia na tarde de ontem. Passava das 16h quando uma equipe do Conselho Tutelar apanhou a criança, que a partir de agora ficará em um abrigo até a decisão final sobre seu futuro, que será dada por um juiz.
O menino, que ganhou o nome de Marcos, foi abandonado pela mãe, Marineide Tavares Pereira, 30 anos, no meio do mato e chegou ao hospital com algumas escoriações nas pernas e no olho esquerdo, mas rapidamente se recuperou, o que possibilitou a alta ainda na tarde de ontem. “O bebê foi submetido a novos exames laboratoriais e físicos para que confirmássemos sua plena recuperação. Ele está corado, com os reflexos normais e se alimentando normalmente. Os exames mostraram que ele estava bem e, para evitar o ambiente hospitalar desnecessariamente, ele foi liberado. Informamos à equipe do serviço social que fez o contato com o Conselho Tutelar”, informou a gerente do setor de neonatologia da Santa Casa, Vânia Cecília Pinto. Marcos saiu do hospital pesando 3 quilos e 175 gramas e medindo pouco mais de 50 centímetros.
A assistente social da Vara Estadual da Infância e Juventude, Rosana Barros, explica que, a partir de agora, com a alta médica do bebê, tem início um novo processo. Assim como ocorre em qualquer situação de abandono, uma equipe multidisciplinar será formada no espaço de acolhimento em que o menino ficará abrigado. Esses profissionais serão responsáveis por emitir um estudo psico-social detalhado sobre o caso, que será encaminhado ao juiz responsável.
É dele que parte a decisão final. “A prioridade costuma ser para a família, seja o pai, a mãe ou avós e tios. Não havendo essa possibilidade, abre-se então a disponibilidade para uma família substituta adotar a criança. É um processo em que os prazos variam de situação para situação, mas a recomendação é para que as crianças não passem mais de dois anos no abrigo”, explica a assistente social.
Sobre a possibilidade de Marcos ficar com a mãe, que no momento da prisão mostrou-se arrependida do abandono e disse querer o filho de volta, a assistente social disse que ainda é cedo para fazer qualquer suposição. “No documento elaborado pelo espaço de acolhimento, tudo será considerado. Ele deverá apresentar dados que mostrem, por exemplo, se essa mãe estava, ou não, depressiva naquela circunstância e que por isso agiu daquela forma. É a partir de uma análise detalhada que o juiz determinará se essa mãe poderá ou não ter o filho nos braços novamente”, esclareceu Rosana Barros.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar