Segundo informações da assessoria do Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM), cerca de 80 indígenas ainda estão ocupando uma área que dá acesso a um dos locais de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A ocupação ocorreu no início da tarde desta quinta-feira (21).
O local ocupado é uma ensecadeira, uma espécie de barragem feita de terra, e está situada na Ilha Marciana, que fica no sítio Pimental, a 60 km de Altamira, no sudoeste do Pará.
Ainda segundo a assessoria do CCBM, a ocupação não impede o andamento das obras, visto que acontece em um local que é apenas um dos acessos ao canteiro e fica a 2 Km de distância da obra. Prova disso é que as obras do turno da noite de hoje, que começaram às 19h, estão ocorrerendo normalmente. O consórcio ainda não foi comunicado sobre a que movimento ou etnia pertencem os indígenas e quais as suas reivindicações.
Esta não é a primeira vez que indígenas e movimentos sociais ocupam o canteiro de obras de Belo Monte. No último dia 15 um grupo de ativistas, indígenas, ambientalistas, acadêmicos e trabalhadores ocupou uma das ensecadeiras do canteiro de obras da usina hidrelétrica, pedindo a interrupção das obras. A manifestação aconteceu dentro da programação da Xingu + 23, evento que ocorreu paralelamente à Rio + 20 e que buscava chamar atenção de autoridades mundiais para os problemas que a população nativa com a construção da usina.
No fim da tarde de sábado (16), um grupo de pessoas, composto também por indígenas, invadiu um escritório do consórcio, depredando computadores, mesas, cadeiras e outros objetos.
(Fábio Relvas e Marina Chiari/DOL)
Leia mais:
Depredação em usina é investigada pela polícia
Belo Monte no centro das discussões na Rio + 20
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar