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Perfil do negro no Pará será tema de estudo

Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) e o Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa) assinaram, na tarde de ontem (21), um Termo de Cooperação Técnica para elaboração do perfil da desigualdade racial no Pará

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Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) e o Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa) assinaram, na tarde de ontem (21), um Termo de Cooperação Técnica para elaboração do perfil da desigualdade racial no Pará.

Segundo os resultados do último Censo (2010) realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os negros e pardos representam 76,76% da população paraense. A discriminação decorrente da herança escravagista do país ainda lhes impõem, até hoje, a negação de alguns dos direitos fundamentais de cidadania. Por isso, os dados sobre esse segmento precisam ser organizados e analisados.

O estudo terá duração de dois anos e pretende colher informações sobre demografia, saúde, educação, pobreza, mortalidade, mercado de trabalho, renda e habitação, a fim de criar indicadores sobre a população negra do Estado e repassar esse conhecimento em linguagem clara e acessível para a toda a sociedade e para os órgãos públicos, servindo como subsídios para a elaboração de políticas públicas adequadas e outras ações que busquem a equidade racial.

A presidente do Idesp, Adelina Braglia, espera que a partir desse trabalho abra-se uma discussão para combater as desigualdades sofridas por essa maioria da população através de políticas que transformem a realidade. “No Pará, pouco se construiu nesse sentido, espero que o Instituto possa produzir algo que mostre ao Governo do Estado os caminhos para a criação de políticas que tenham algum efeito sobre a desigualdade racial”, ressaltou.

De acordo com Zélia Amador, do Cedenpa, “é muito importante quando um órgão, principalmente do governo, assume esse tipo de compromisso”, pois segundo ela o Centro, há tempos, tenta, junto ao IBGE, a desagregação dos dados sobre a população negra do Pará. “No imaginário nacional, os indígenas prevalecem na Amazônia, os negros acabam ficando camuflados. Mas os negros daqui são muito mais invisíveis do que no resto do país”, concluiu. (Agência Pará)

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