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Mãe responderá por crime em liberdade

Está solta e vai responder a processo por abandono de incapaz em liberdade a mãe que abandonou o bebê num matagal, no bairro de Águas Brancas, em Ananindeua. Marineide Tavares Pereira, 30, está na casa de uma prima, no bairro do Aurá, e será assistida por

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Está solta e vai responder a processo por abandono de incapaz em liberdade a mãe que abandonou o bebê num matagal, no bairro de Águas Brancas, em Ananindeua. Marineide Tavares Pereira, 30, está na casa de uma prima, no bairro do Aurá, e será assistida por psicólogos e assistentes sociais durante o processo.

O bebê encontra-se no Espaço de Acolhimento Provisório Infantil (Eapi), onde está à disposição da Justiça. Ele se alimenta de um tipo de leite industrializado específico para a sua idade. Ontem, a Polícia Civil encaminhou um ofício para o abrigo através do qual solicitou o exame de DNA para confirmar se a criança é filha de Marineide. Após o resultado deste e de outros exames, a polícia vai concluir o inquérito e encaminhar para o Juizado da Infância e da Juventude. Caberá ao Judiciário determinar se o menino irá ou não para adoção.

“Não há muito o que investigar mais sobre o caso”, enfatizou o delegado Jefferson Neves, diretor da Delegacia do Aurá, onde o inquérito foi aberto. Para ele, a declaração da acusada, que confessou ter cometido o crime, é a prova mais contundente, porém ainda falta receber o laudo com o resultado dos exames feito pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. “Está tudo esclarecido, ela confessou. Agora os exames vão apenas confirmar se o que ela falou é verdade e se é realmente mãe do menino”, considerou.

O delegado comentou que uma prima de Marineide, cujo nome não foi revelado, fez procuração por ela na delegacia. A mulher informou que a família da acusada mora no Maranhão, por isso não tem familiares aqui no Estado. “A acusada está na casa da família e deve permanecer lá até o final do processo”, comentou.

O delegado disse que a acusada não sabe onde o pai da criança mora. A diretora do Eapi, Odete Sabá, informou que o menino passa bem e que aceitou a alimentação. “Temos nutricionistas, médicos e assistentes sociais que acompanham as crianças”, reforçou.

De acordo com a diretora, a mãe do bebê, Marineide Tavares, também será assistida pelo espaço. “Nós iremos fazer um diagnóstico da situação em que ela se encontra. Uma equipe de assistentes sociais irá checar as condições habitacionais dela, ela será acompanhada por psicólogos também”, destacou Odete.

A Santa Casa também emitiu um relatório social sobre o caso da criança. Este documento será encaminhado ao Ministério Público, junto com o relatório final das investigações da Polícia Civil. Somente após este procedimento é que o MP irá formalizar a denúncia na Justiça e o caso tramitará na Vara da Infância e da Juventude.

(Diário do Pará)

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