A imagem oficial e final da Rio + 20 foi a do artista plástico Vik Muniz. A partir de objetos deixados por visitantes que o viram iniciar a obra, Muniz construiu imagem marcante da Baía de Guanabara, que sintetiza o evento. A conferência encerrou oficialmente ontem, com a divulgação do documento final. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, chegou de madrugada ao Rio para o encerramento. Os EUA foram o país mais criticado, pela ausência nas discussões e pela intransigência contra planos mais ambiciosos de controle ambiental pelos países desenvolvidos. Não deixou então de ser irônico o discurso dela, de 12 minutos, anunciando o lançamento de novo mecanismo de financiamento para energia limpa e a defesa do desenvolvimento sustentável com inclusão social. “Não existe futuro que não seja pelo desenvolvimento sustentável”, afirmou a secretária.
O pouco ambicioso no entender de muitos, e realista na visão de outros, documento oficial da conferência denominado “O Futuro que Queremos”, tem 49 páginas e está dividido em seis capítulos e 283 itens. A presidenta Dilma Rousseff, que na abertura criticou os países desenvolvidos pela falta de compromisso com as questões fundamentais da conferência, encerrou o evento com discurso otimista. Oficialmente, alguns líderes afirmaram que o documento final representa avanço, mas a frustração foi maior. “O fato de apenas um chefe de Estado do G7 ter vindo para o Rio de Janeiro demonstra o posicionamento deles”, deixou escapar a ministra do Meio Ambiente Izabela Teixeira. Presidentes da América Latina enfatizaram as críticas. O boliviano Evo Morales disse que a vedete da conferência, a ‘economia verde’, não passava de um novo colonialismo, e foi acompanhado pelos presidentes Rafael Correa, do Equador, e o líder cubano Raul Castro.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar