Uma fiscalização ambiental feita pela Polícia Militar, realizada na manhã de segunda-feira (25), apreendeu cerca de 300 dúzias de tábuas que desembarcaram no Porto do Jacaré, que fica na rodovia Arthur Bernardes, no bairro de Val-de-Cans, em Belém. Os policiais constataram que a madeira era irregular, pois não possui documentação de origem e do transporte da carga.
O carregamento era composto de várias espécies, como Virola e Guanuba, que vieram trazidas dentro do porão do barco. “O porto já é reincidente, conhecido pela ilegalidade. Eles não possuem cadastro técnico federal, licença de operação e instalação, além de adquirir madeira de forma ilegal que são derrubadas às margens de rios”, comentou o sargento Edivaldo. “Geralmente são serrarias de pequenos portes, onde os donos induzem pessoas humildes residentes nessas áreas para cortarem as árvores. São lugares como Cametá, rio Tocantins, Breves, Portel e outros municípios”.
Além da madeira, a embarcação que trazia a mercadoria, Boa Esperança, também foi apreendida, além de um caminhão que transportava aproximadamente 22 metros cúbicos de madeira cerrada na rodovia Arthur Bernardes. O comandante Leonardo Ferreira Andrade, que não estava com a documentação da embarcação, foi detido e levado para a delegacia.
O proprietário do estabelecimento não estava no local, apenas alguns homens que se diziam empregados e que não quiseram dar nenhuma informação para o DIÁRIO. Os policiais aguardaram a chegada do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), para recolher a madeira.
(Diário do Pará)
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