O artesanato produzido na região do Baixo Amazonas (oeste do Pará) é um dos mais característicos do Estado. De acordo com levantamento realizado pela Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego e Renda (Seter), nos 12 municípios visitados pela Caravana Pro Paz Cidadania Presença Viva, mais de 700 artesãos já foram cadastrados para cursos de aperfeiçoamento.
No município de Juruti, em uma manhã de atendimento, foram cadastrados 70. Após passarem por capacitação, esses artesãos serão inseridos no cadastro nacional do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O artesão Pedro Lopes, 65 anos, trabalha como artesão há 20 anos. Seu trabalho se tornou referência na confecção de artesanato utilitário, como panelas e frigideiras. Os utensílios fabricados por Pedro Lopes podem ser levados ao fogo e não deixam resquícios nos alimentos. A técnica utilizada pelo mestre artesão tem como base a utilização de argila misturada às cinzas do caraipé, árvore amazônica comum na região de Juruti. A mistura dá ao utensílio a resistência às altas temperaturas do forno.
Pedro Lopes já comercializa suas peças para várias cidades do Pará, por meio de pessoas que conheceram seu trabalho e fazem encomendas.
DOCUMENTAÇÃO
Segundo Benedita Albuquerque, assistente social da Seter, a partir da inclusão do artesão no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab), do MDIC, ele terá acesso à Carteira Nacional do Artesão e da Carteira Nacional do Trabalhador Manual – documentos que permitem participar das ações do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), como cursos de capacitação e feiras. (As informações são da Agência Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar