Na manhã de ontem (26), os docentes e técnicos-administrativos do Instituto Federal do Pará (IFPA), reunidos em assembleia geral, aprovaram por ampla maioria a deflagração da greve por tempo indeterminado. O movimento inicia no próximo sábado (30) para cumprir o prazo dos trâmites legais e garantir uma paralisação responsável.
Professores e técnicos-administrativos reivindicam melhores condições de trabalho, remuneração justa e a reestruturação dos planos de carreira.
Segundo o Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe/PA), os servidores vão se unir para ampliar e fortalecer a mobilização para enfrentamento com o governo Dilma Rousseff. A suspensão da eleição para reitor e diretores gerais, as recorrentes denúncias de improbidade administrativa e a expansão do IFPA, também foram criticados pelos servidores.
Com a decisão, os trabalhadores do IFPA aderem e fortalecem a greve das demais categorias de servidores públicos federais – com destaque para o setor da educação – que repudiam a postura intransigente e a falta de propostas concretas do governo e cobram uma política salarial permanente, recomposição linear de 22,08%, estabelecimento da data-base para 1º de maio e vários benefícios sociais.
Além disso, os servidores também aprovaram o Comando Local de Greve (CLG) responsável por traçar a estratégia de ação e elaborar o calendário de mobilização para os próximos dias. O CLG conta, até o momento, com a seguinte composição: a diretoria do Senasefe-PA; Aírton Serrão (docente); Bartolomeu Júnior (técnico-administrativo); Cledson Nahum (docente); Jobson dos Anjos (técnico-administrativo); José Luís (técnico-administrativo); e Lindon Johnson (docente).
Esclarecimentos – As assembleias anteriores realizadas nos campi do IFPA foram para consultar a comunidade acadêmica sobre a possibilidade de deflagração ou não da greve. Ao final desse processo, onde os servidores se posicionaram a favor do movimento grevista, o Sindicato precisava referendar essa deliberação em uma assembleia com pauta única, a nível estadual, com qualquer número de presentes, sindicalizados ou não (pois se entende que a greve é um instrumento de mobilização da categoria como um todo), para respaldar judicial e politicamente toda e qualquer atividade dos grevistas. (DOL, com informações do Senasefe)
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