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Imigração judaica é tema de minicurso gratuito

Você sabia que a Região Norte abriga a maior parte dos descendentes de judeus do Brasil, além de abrigar o primeiro cemitério judaico do País, inaugurado em 1848? Ou, ainda, que há mais de 300 mil  descendentes de judeus espalhados por toda a Amazônia Leg

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Você sabia que a Região Norte abriga a maior parte dos descendentes de judeus do Brasil, além de abrigar o primeiro cemitério judaico do País, inaugurado em 1848? Ou, ainda, que há mais de 300 mil descendentes de judeus espalhados por toda a Amazônia Legal? A comunidade judaica na Região Norte formou-se há quase 200 anos.

Esses e outros aspectos da imigração judaica, sua importância para a Amazônia e fatores relevantes de sua chegada e estada serão abordados no Minicurso “Judaísmo na Amazônia”, que acontece no período de 27 a 29 de junho, na Universidade Federal do Pará (UFPA). O Minicurso é ministrado pelo professor Wagner Lins, do Rio de Janeiro, e acontece das 9h às 12h. O evento é aberto ao público e será realizado no auditório do Programa de Pós-Graduação em Antropologia, localizado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA.

No encontro, o pesquisador Wagner Lins, antropólogo formado pela UFPA e professor de Cultura e Literatura Judaica na Universidade de São Paulo (USP), aborda o tema da identidade judaica na Amazônia, especificamente, sobre como judeus (e seus descendentes), que residem no interior do Pará, constroem sua identidade étnica, já que essas pessoas são filhos de casamentos mistos e possuem tanto um lado judaico quanto a influência amazônica.

De um lado, tradições do judaísmo foram adaptadas para a Amazônia, como a substituição do vinho por cachaça nas celebrações religiosas ou a realização das circuncisões nos meninos aos oito anos e não após oito dias de vida. Por outro lado, o grande número de judeus em Belém modifica o cotidiano, por exemplo, em relação às jornadas de trabalho, já que os judeus são sabatistas – guardam o sábado apenas para atividades religiosas.

“Por tudo isso, nós temos um componente muito forte do judaísmo na nossa cultura, na cultura paraense e na cultura amazônica, que a gente desconhece”, daí a importância do evento, afirma o professor Ernani Chaves, do curso de Filosofia , coordenador da programação.

Serviço

Data: 27, 28 e 29 de junho
Local: Auditório do Programa de Pós-Graduação em Antropologia, no IFCH, Campus Básico da UFPA
Hora: 9h às 12h
Aberto ao público.

(Ascom UFPA)

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