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AL destina dinheiro para obras

Agora é definitivo. Três municípios serão beneficiados com a terceira parcela do empréstimo de R$ 366 milhões contraídos pelo governo paraense ao BNDES em 2010 para obras de infraestrutura. Na última sessão legislativa do semestre, os deputados estaduais

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Agora é definitivo. Três municípios serão beneficiados com a terceira parcela do empréstimo de R$ 366 milhões contraídos pelo governo paraense ao BNDES em 2010 para obras de infraestrutura. Na última sessão legislativa do semestre, os deputados estaduais concederam autorização ao governador Simão Jatene (PSDB) para contratar a operação de crédito que na verdade se trata do saldo do empréstimo anterior no valor de R$ 91 milhões.

O relator da matéria, deputado Carlos Bordalo (PT), concedeu parecer favorável ao projeto, aprovado por unanimidade. O relator também informou que a administração estadual se comprometeu a atender os municípios que ficaram sem os recursos do BNDES em projeto que será enviado no próximo semestre ao Legislativo.

Os R$ 91 milhões que a partir da lei aprovada na AL o Estado se habilitará para receber junto ao BNDES têm previsão para ser aplicados na construção dos centros de convenções de Santarém (R$ 25 milhões), Marabá (R$ 20 milhões) e os R$ 46 milhões para reforma e ampliação do hospital Abelardo Santos, no distrito de Icoaraci, em Belém.

“A discussão do valor das obras é o menor dos problemas. O fundamental é avançar na aplicação dos recursos em obras essenciais para o desenvolvimento do Estado do Pará”, defendeu o líder do PSDB na AL, deputado José Megale, em resposta à emenda dos deputados das regiões sudeste e oeste paraense e ao deputado Martinho Carmona (PMDB e Raimundo Belo (PSB), que questionaram a aplicação da verba em centros de convenções.

Carmona, Belo e também a deputada Nilma Lima (PMDB) ressaltaram que o empréstimo inicialmente fora previsto para realização de obras nos municípios, tanto que a lei aprovada em 2010 previa 51% do valor para as gestões municipais. Porém, mais de 50 municípios não receberam nada e grande parte só recebeu uma parte da cota de R$ 1 milhão que cada município teria direito.

Porém, João Salame e Nélio Aguiar, deputados de Marabá e Santarém, alegaram que as obras dos centros de convenções são fundamentais para desenvolver o turismo de negócios nas duas regiões e que uma das questões mais debatidas durante a campanha do plebiscito sobre a divisão do Estado foi a falta de investimento do Estado nas regiões mais distantes da capital.

(Diário do Pará)






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