A tarde de ontem foi de festa para os estudantes e funcionários da Escola Estadual Dilma Cattete que aproveitaram o dia de São Pedro para realizar o já tradicional Arraial Catteteanos na Roça.
Danças, quadrilha, comidas típicas e concurso de misses marcaram a o evento que já faz parte do calendário letivo da escola que reúne 1250 alunos, distribuídos em três turnos.
“É uma data muito aguardada por eles porque há poucas oportunidades de diversão. Os professores e funcionários trabalham o ano todo para fazer uma festa bonita e integrar todos os alunos”, frisou Socorro Cordeiro, a diretora da escola.
Candidata a miss pela primeira vez, a estudante Emely Macedo, 14 anos, caprichou no visual. A produção composta por maquiagem caprichada e vestido laranja com arranjo florido nos cabelos levou mais de quatro horas.
“Estou muito feliz de ser miss e representar a minha sala. É uma sensação incrível, nunca senti antes. Estou acreditando que vou ficar em primeiro”, disse, empolgada, a menina que questionada sobre a possibilidade de não ser eleita a primeira colocada, foi rápida: “Aí, no mínimo, fico com o segundo!”, respondeu em tom de brincadeira. Entre uma apresentação e o anúncio de diferentes prêmios do bingo, uma professora anunciava os estudantes “presos”.
Era a velha brincadeira de aprisionar os colegas de classe ou mesmo a “paquerinha”. Para prender, o interessado pagava R$ 0,50 e para soltar R$ 1,00. Aryanne Aranha, 17 anos, viveu a experiência de perder a liberdade por alguns minutos.
“Não sei como isso foi acontecer. Estava sentada e, de repente, me prenderam. Não fiz nada. Ainda bem que minha prima veio me salvar. Agora, é torcer para não me prenderem de novo”, disse Aryanne, cruzando os dedos.
Jarison Dias, 16 anos, não mandou prender ninguém, mas não negou que estava aproveitando a festa para se divertir com os amigos e conferir o visual das amigas que capricharam na produção.
“Dá pra gente dá uma paquerada. As meninas estão demais e há umas que não estão nem ligando. Tudo bem, daqui a pouco vou me transformar e colocar todas elas no chão”, brincou o menino referindo-se à quadrilha que fechou a festa.
(Diário do Pará)
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