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Plano Real completa 18 anos neste domingo

A moeda brasileira completa, neste domingo (1º), a maior idade. Nestes 18 anos de Plano Real, várias mudanças significativas na evolução da moeda foram notadas na economia brasileira foram constatadas, de acordo com a análise do Departamento Intersindical

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A moeda brasileira completa, neste domingo (1º), a maior idade. Nestes 18 anos de Plano Real, várias mudanças significativas na evolução da moeda foram notadas na economia brasileira foram constatadas, de acordo com a análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA) principalmente no comportamento dos principais indicadores socioeconômicos como os relativos aos preços, desempenho econômico, emprego, renda e negociações coletivas.

Em 1994 e 1995 foram observados resultados bastante positivos em vários campos. Ocorre uma drástica redução da inflação, interrompendo o processo de superinflação crônica que o país enfrentou durante muitos anos e que desestabilizava intensamente a economia. O nível de atividade acelera, ampliando o emprego e reduzindo as taxas de desemprego. A renda apresenta um crescimento que há muito não se via no cenário econômico. A distribuição de renda desconcentra-se e a pobreza diminui, principalmente após a elevação do salário mínimo, em maio de 1995, através de um aumento real superior a 22%. Mas as sucessivas crises ocorridas no cenário mundial acabaram interrompendo esta fase.

Em 2001, a crise da economia argentina e, posteriormente, em 2002, as incertezas associadas à condução da política econômica do governo que seria eleito, levam a novas desvalorizações acentuadas do câmbio. A absorção dessas desvalorizações repercute em pressões inflacionárias que, por sua vez, vão corroer o poder aquisitivo dos salários.

O desemprego cresceu de modo acentuado nos principais centros urbanos, inclusive no Pará, até o início dos anos 2000. Este crescimento ocorreu, sobretudo, porque a geração de postos de trabalho foi insuficiente para absorver o volume de pessoas que passam a integrar a força de trabalho. O processo é acompanhado de queda da renda, sobretudo daqueles trabalhadores com salários mais elevados.

No Pará, também em crescimento, o número de empregos gerados também foi recorde, chegando a 54 mil postos de trabalhos formais. Em 2011, com a nova crise internacional novamente a economia nacional teve resposta negativa, crescendo apenas 2,7 % e o número de empregos gerados ficou na casa dos dois milhões.

Apesar da crise, os empregos para os paraenses continuaram crescendo, atingindo cerca de 52 mil postos de trabalhos. De acordo com o Dieese/PA, com o agravamento da crise internacional, as estimativas de crescimento ainda são muito tímidas em 2012. A estimativa é que o Estado possa gerar ainda este ano cerca de 50 mil postos de trabalhos.

CUSTO DE VIDA / INFLAÇÃO - Após uma queda acentuada em 1995, a inflação apresenta uma evolução cíclica ao longo dos 18 anos de vigência do real. De julho de 1994 a junho deste ano, 18 anos de Plano Real, a inflação acumulado pelo IPCA está estimada em cerca de 307%. A Inflação, neste momento está em queda, anualizada esta na casa dos 4,80%.

CESTA BÁSICA – a alimentação básica subiu muito em todo o Brasil, nestes 18 anos de Plano Real, principalmente em 2002 e 2003. No Pará, durante estes 18 anos da moeda, o custo da alimentação básica sempre esteve entre as maiores do país. A cesta básica de alimentos dos paraenses, custa cerca de R$ 250. O tempo necessário de trabalho para adquirir a cesta básica, no Pará, que era de 213 horas e 45 minutos (julho de 1994), caiu para 88 horas e 38 minutos (maio de 2012).

EMPREGO - Nos últimos 18 anos, o emprego com carteira assinada cresceu gigantescamente em todo o Pará. Foram gerados em todo o Estado cerca de 3 mil postos de trabalhos, e em 2011 chegamos a um crescimento recorde de 52 mil postos de trabalhos.

SALÁRIO MÍNIMO - Embora o valor ainda se mantenha muito baixo, o salário mínimo experimentou, nestes 18 anos, um crescimento muito forte, com reajuste em cerca de 860%. Em julho de 1994, o mínimo era de R$ 64,79, e hoje alcança o valor de R$ 622.

Após 18 anos do Plano Real em vigência, a renda dos paraenses ainda continua muito baixa, está entre as menores do Brasil. Atualmente, quase 48% dos trabalhadores do Pará ganha no máximo um salário mínimo de renda mensal.

VEJA A TRAJETÓRIA DO SALÁRIO MÍNIMO (Fonte: Dieese/Pa)

(DOL)

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