A multidão de devotos com velas acesas nas mãos iluminava o caminho por onde passava a procissão de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Nas ruas enfeitadas com balões e fitas coloridas, as pessoas esperavam nas janelas, nas portas e calçadas a amada imagem passar. Cinco mil pessoas participaram do cortejo. Em silêncio, alguns faziam preces. Outros choravam e de joelhos dobrados agradeciam bênçãos.
Entre as várias famílias reunidas, os Costa são um exemplo da devoção que tem sido transmitida às novas gerações. O taifeiro Carlos Costa, 36, que aprendeu a ser devoto com os pais, há dez anos traz a esposa e a filha para a procissão e para prestar honra a Nossa Senhora. “Agradeço todos os dias por estar vivo e com saúde. Estar aqui com minha família é muito bom”. A comunidade próxima à igreja participou da festa ativamente. Enfeitou ruas, casas, participou da missa e soltou rojões. “É o momento em que a comunidade faz um culto de amor e se une pela fé”, resumiu padre Márcio Amoras.
Cerca de duas mil pessoas participaram da missa. Mais três mil se juntaram aos devotos durante o cortejo. A chuva no início da procissão castigou os fiéis, mas não foi capaz de pará-los. Mesmo com velas apagadas pela água que caía do céu, a multidão prosseguiu cantando e gritando vivas. Pedia a Nossa Senhora que, como a chuva que caía sem parar, as bênçãos divinas também fossem abundantes em suas vidas.
(Diário do Pará)
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