O grupo de cientistas liderados pela professora da Universidade Federal do Pará (UFPA) e coordenadora do Programa de Pós- Graduação em Antropologia, Denise Schaan, encontrou durante um sobrevoo às margens da BR-317, entre os Estado do Acre e do Amazonas, dezesseis novos geoglifos - grandes figuras feitas no chão, as quais são, tipicamente, formadas por fragmentos da paisagem, como rochas e pequenas pedras. Os resultados foram apresentados no II Simpósio Internacional Arqueologia da Amazônia Ocidental, no Acre.
O voo foi realizado no dia 16 de junho. Um dos geoglifos foi visto a 20 Km do município de Boca do Acre (AC), na margem direita do Rio Purus, e possui um formato que lembra retas paralelas e a figura é delimitada por árvores. Outro foi encontrado à margem direita da BR-317, próximo à divisa do Acre com o Amazonas, na bacia do Rio Iquiry, possuindo um formato que lembra figuras retangulares. Árvores de castanheiras mortas estão situadas próximo à figura.
O sobrevoo é parte de um projeto financiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em parceria com a UFPA, de estudo e registro de geoglifos para a instrução de um processo de tombamento. Segundo a professora Denise, “o voo foi realizado para identificar geoglifos que já conhecíamos de imagens de satélite e outros que haviam sido identificados por outro grupo de pesquisa, quando do licenciamento da rodovia de Boca do Acre, no Amazonas.
Simpósio - O público teve a chance de ter acesso às informações da descoberta em primeira mão, no II Simpósio Internacional Arqueologia da Amazônia Ocidental – Geoglifos do Acre – 35 Anos de Descobertas, que ocorreu no período de 27 a 30 de junho, no Centro Cultural do Tribunal de Justiça, em Rio Branco. O evento reuniu pesquisadores nacionais e internacionais que vêm trabalhando sob a liderança e com apoio da equipe da UFPA, na pesquisa sobre os geoglifos e mostraram, em Rio Branco, os resultados de suas pesquisas. (DOL, com informações da UFPA)
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