Está marcada para as 19h de terça-feira (3) a assembleia geral dos profissionais da área de saúde. Em pauta, a paralisação dos médicos ligados à Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), que já dura 13 dias, e as precárias condições de trabalho da categoria. A assembleia será realizada na sede do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa).
Médicos das unidades de saúde e Hospital de Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti estão atendendo com apenas 30% do efetivo. “A lei obriga manter pelo menos esse percentual, para garantir atendimento em casos com risco de morte”, explica Wilson Machado, diretor de defesa profissional do Sindmepa.
Quem procurou atendimento no Mário Pinotti (PSM da 14), reclamou da demora por conta da greve. A professora Maria Trindade, 26 anos, aguardava do lado de fora notícias do sobrinho Gabriel Luz, de 3 anos. Ele enfiou um grão de feijão no ouvido, no último sábado (30).
A criança tentou ser atendida na Unidade de Saúde de São Domingos do Capim, sendo transferida para Castanhal e, posteriormente, para Belém. “Em Castanhal, eles retiraram o grão, mas como sangrou muito nos mandaram para cá. Já estamos há duas horas esperando e até agora nada. Viemos tentar consulta com o médico otorrino”, contou Maria, tia de Gabriel.
A dona de casa Lúcia Helena Costa, 44 anos, afirma que desde as 6h da manhã de ontem, a sogra, Domingas Chaves, 75 anos, esperava para ser transferida. “Ela está vomitando sangue devido à gastrite, até foi atendida por um médico, que pediu a transferência para o Hospital Santa Clara já faz umas nove horas”, contou.
A paralisação dos médicos iniciou em 20 de junho e pode prosseguir por tempo indeterminado, caso não haja acordo com a Sesma. “Há uma semana a secretaria nos apresentou um Programa de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), mas estava incompleto. Solicitamos o restante para podermos fazer avaliação. Mas ainda estamos aguardando o restante do documento”, afirmou.
Entre as exigências estão melhores condições de trabalho e de equipamentos. Até o fechamento desta edição a Sesma não se manifestou.
(Diário do Pará)
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