“O panorama da cidade melhorou, mas a gente espera que a obra seja levada até o fim”, resumiu o aposentado Renato Pinto, 64, ao se referir à entrega do novo trecho da avenida Bernardo Sayão pela Prefeitura Municipal de Belém (PMB). O que antes era um esgoto a céu aberto recebeu galerias subterrâneas e uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
A via foi pavimentada, ganhou uma nova iluminação pública e paisagismo. A obra faz parte do projeto de macrodrenagem da Bacia da Estrada Nova, mas ainda não foi concluído. No próprio trecho entregue, é possível encontrar operários construindo o meio fio nas margens da pista e finalizando o calçamento no canteiro central. Faltam ainda mais 1.900 metros de via para ser feito.
Nenhum morador tem dúvidas de que a “reforma” na Bernardo Sayão vai proporcionar uma melhor qualidade de vida para as famílias. Segundo Alessandro Menezes, 24, a partir da conclusão da obra a comunidade não vai mais conviver com o cheiro ruim do canal, que recebe todo tipo de dejeto. “A gente praticamente morava no esgoto, mas agora a gente percebe um novo ar”, comentou.
O trecho inaugurado fica entre a Veiga Cabral e Oswaldo de Caldas Brito. São 500 metros da via que recebeu sistema de galerias subterrâneas, dotadas de um sistema de comportas, que vai solucionar os transtornos provocados por alagamentos naquela área do bairro do Jurunas.
LAZER
Com isso, o canteiro central da via, que por debaixo passam as galerias, se tornou uma opção de lazer. A moradora Lucileide dos Santos, 49, ressalta que, apesar de a obra ainda não ter sido concluída, as mudanças são significativas, principalmente porque quando chove o local não fica mais alagado. “A obra não está totalmente pronta. Faltam calçadas, meio fio e eles ajeitarem alguns bueiros. A gente espera que a obra seja levada até o fim. Do contrário, tudo vai voltar a ser como antes”.
O vigilante Walter Júnior, 33, reforçou o comentário da moradora e também quer a continuidade da obra, que aparentemente ocorre em ritmo acelerado. “Todos nós aqui queríamos essa melhoria. É praticamente um desejo coletivo de anos”.
O motorista Raimundo Saraiva, 62, pede que a comunidade ajude a manter o local limpo. “O canal foi coberto por um calçadão que recebeu plantas, grama e que serve para o lazer. A qualidade de vida só vai existir se mantivermos Belém limpa”.
(Diário do Pará)
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