Ao final de cada entrada, o livro de frequência guarda o registro dos que por ali passaram. Em cada linha dos livros espalhados pelos nove museus geridos pelo Governo do Estado do Pará, o registro, apenas em 2012, é de 36.614 visitas. Apesar do número significativo, a atração cada vez maior de visitantes aos espaços museológicos do estado tem sido uma preocupação constante para o Sistema Integrado de Museus (SIM).
De acordo com a diretora do SIM, Carmen Cal, o governo tem promovido diversas ações para estimular a maior visitação aos espaços que resguardam a história do Estado. Dentre as que têm apresentado maiores resultados, está a inclusão de eventos culturais nos espaços de museus. Segundo ela, a Semana Nacional de Museus. “A semana de museus gera um interesse cultural muito grande”, afirma. “Temos feito muitas parcerias para que sejam oferecidos espetáculos musicais nos museus”.
Outra forma de atração de público, segundo Carmen Cal, tem sido a divulgação dos museus nas escolas. Uma das formas de visitas mais comuns em todos os museus do Estado, as visitas escolares monitoras por professores têm se tornado um grande aliado dos espaços que lutam para serem inseridos cada vez mais na rotina da sociedade. “As crianças vêm aos museus e saem altamente empolgadas com tudo o que veem. Essa é uma forma de estimular para que elas tenham mais contato com isso também”.
Para o coordenador do curso de museologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Luiz Tadeu Costa, independente de suas categorias, os museus têm se preocupado em estabelecer relações com o que apresentam e com o que se vive e se vê atualmente. Segundo ele, essa preocupação em ‘preencher lacunas’ tem feito com que a sociedade passe a ter uma identificação maior com os espaços museológicos. “Os museus procuram falar de alguma coisa que ainda não foi vista. Há uma preocupação com o social, por isso, há uma visão mais abrangente do que se guarda”, acredita. “As pessoas vão para os museus para olhar e serem olhadas. Isso atrai o público”.
Dentre os espaços integrantes do SIM, o Memorial Amazônico da Navegação é o que tem conseguido atrair mais visitantes. Entre os meses de janeiro a abril, o espaço instalado no Mangal das Garças atraiu pouco mais de 8,8 mil visitantes que puderam conhecer através do acervo que remonta a história da navegação na Amazônia.
O destaque do memorial que ressalta a tecnologia de construção de equipamentos e embarcações para navegação e a história da presença da Marinha Brasileira em acontecimentos ocorridos no Estado surpreende positivamente a diretora do SIM. “O memorial da navegação está surpreendendo. Acredito que a maior visitação esteja relacionada com o espaço onde ele está localizado (no Mangal das Garças)”, diz. “Imaginávamos que o museu mais conhecido fosse o Museu do Encontro (no Forte do Presépio)”. O museu do forte aparece em segundo lugar em número de visitações, com pouco mais de 8,7 mil visitas.
(Diário do Pará)
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