O Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe/PA) realizou uma Assembleia Geral na manhã desta quarta-feira (4), no campus Belém do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA) para discutir a ações do movimento de greve. O Comando Local de Greve foi definido, assim como a aprovação do funcionamento de 30% de cada setor do Instituto, mas com a ausência de reitor no IFPA impede a categoria de prosseguir em negociação.
Na reunião, também foi decido que durante a greve serão suspensos os programas institucionais como o Plano de Formação de Professores de Formação Básica (Parfor), Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid). A intenção é paralisar as atividades acadêmicas totalmente.
De acordo com Humberto Brito, do comando de greve, dos 12 campi e um pólo do IFPA em todo o Estado, apenas o Belém e Conceição do Araguaia estão com as atividades paralisadas. "Estamos acompanhando as decisões em todo o Pará. O comando de greve dá suporte para qualquer campus que queira aderir à greve, o que é legal e faz parte de um direito dos servidores", disse.
Desde a prisão do reitor Edson Ary Fontes e de mais três diretores foram presos, a instituição de ensino está sem um responsável para receber o comando de greve e dar início às negociações. "Sabemos apenas que há um diretor designado à assumir o campus Belém, chamado Fernando Cunha, com quem temos que conversar, mas sem reitor e diretores, quem realmente respondem pela instituição, não há negociação", pontua Brito.
A falta diálogo também se estende à questão nacional. No último dia 2, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), junto com o Sinasefe, realizou um ato público na Esplanada dos Ministérios, entrada do prédio da Secretaria de Estado das Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), para pressionar o Governo a retomar as negociações com a categoria. Um documento com as reivindicações foi entregue ao secretário das Relações de Trabalho.
"Mas nada foi definido pelo Governo foi cumprido. O que ficou firmado não aconteceu. Pela falta de negociação e respostas, acreditamos que o movimento de greve ficará mais forte e também se prolongará", disse Humberto Brito.
MANIFESTAÇÃO
Na próxima quarta-feira (11), a categoria irá realizar um ato contra a corrupção, no IFPA, campus Belém. A manifestação deve atingir todos os setores do funcionalismo da instituição. "A perspectiva é de fortalecimento do movimento de greve com o ato", acredita Brito.
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(Brunno Gustavo/DOL)
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