O Palmeiras faz na noite de quinta-feira (5) um dos jogos mais importantes de sua história recente. Desde que foi campeão paulista em 2008, o time volta a disputar uma final - dessa vez, porém, é um campeonato nacional, o que não acontece há 12 anos. O primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil, contra o Coritiba, acontece às 21h50, na Arena Barueri. E o objetivo palmeirense é conseguir vantagem para a volta na quarta que vem, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba.
A conquista da Copa do Brasil pode ser a salvação de um clube que nos últimos anos acostumou-se a fazer papel de coadjuvante nas competições que disputava e passou a conviver com crises, brigas e confusões. Nas últimas semanas, porém, o bom clima e as brincadeiras deram o tom ao ambiente palmeirense.
Sob o comando do técnico Luiz Felipe Scolari, a Libertadores de 1999 foi a última grande conquista do Palmeiras. No ano seguinte, ainda veio o título da Copa dos Campeões (com Flávio Murtosa, eterno auxiliar de Felipão, como treinador), o último troféu nacional do clube (sem contar Série B em 2003).
Felipão foi chamado pelo então presidente Luiz Gonzaga Belluzzo em 2010 para tentar reviver grandes glórias, mas o que se via no clube era um tropeço atrás do outro. Nem as voltas de Valdivia e Henrique, duas das principais peças do vitorioso elenco de 2008, serviram para melhorar o time.
O presidente Arnaldo Tirone, que assumiu o clube em janeiro do ano passado, resolveu bancar Felipão em todos os momentos de crise, apesar da forte pressão para demiti-lo. O treinador, por exemplo, não se dá com o vice-presidente Roberto Frizzo e nunca poupou críticas à diretoria.
Por mais problemas que Felipão causasse, seu grande mérito foi fechar um grupo que podia não ser o mais técnico, mas que pelo menos se concentrou num só objetivo. E que agora sonha em fazer história no clube.
“É sempre bom ser campeão, estar levantando taça”, disse o capitão Marcos Assunção, que volta ao time após três jogos fora por causa de uma lesão na coxa direita. “Faz muito tempo que o Palmeiras não ganha, por isso a motivação é grande, de escrever o nome na história do Palmeiras”, completou o volante.
“No vestiário do Palmeiras tem o quadro dos jogadores campeões. Ter um quadro com nossa foto vai ser uma satisfação muito grande Eu com 36 anos (completa no dia 25 de junho) e quase parando de jogar, se vir a foto vai ser uma alegria muito grande”, afirmou Marcos Assunção.
O outro trunfo de Felipão neste começo do ano foi passar tranquilidade ao grupo. “Este elenco não é responsável pelo jejum de títulos”, repetia o treinador. O mantra fez efeito e os jogadores entraram em campo nesta Copa do Brasil mais soltos. Sempre com a responsabilidade de vencer, claro.
Apesar de estar perto de fazer história, o Palmeiras, que ainda não perdeu na competição, tem duas pedreiras pela frente. O Coritiba busca o mesmo que seu rival e tentará aquilo que no ano passado quase conseguiu: perdeu a final para o Vasco. A cobrança no Coritiba, portanto, é grande para evitar que novamente o título e classificação para a Libertadores escapem.
(Agência Estado)
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