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Grevistas fecham portões de acesso à UFPA

Há quase dois meses em paralisação, servidores e docentes da Universidade Federal do Pará (UFPA) intensificaram ontem as atividades de protesto e fecharam todos os portões de acesso à instituição. O objetivo era chamar a atenção do poder público e soci

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Há quase dois meses em paralisação, servidores e docentes da Universidade Federal do Pará (UFPA) intensificaram ontem as atividades de protesto e fecharam todos os portões de acesso à instituição. O objetivo era chamar a atenção do poder público e sociedade civil para as reivindicações da categoria, que exige a incorporação de gratificações ao salário, 4% de aumento e uma reestruturação no plano de carreira da categoria, além de mais segurança e melhores condições de trabalho nos campi.

Apenas serviços essenciais, que implicam em risco de morte, e demandas urgentes de saúde, prática jurídica e psicologia eram liberados, explicou Jorge Moraes, integrante do Comando de Greve local. “A intransigência é do governo e não nossa. Praticamente todas as universidades federais aderiram ao protesto”, disse. Sobre possíveis desentendimentos com a população, ele considerou a situação sob controle. “As pessoas entendem a nossa reivindicação”, garantiu o professor.

O impedimento, contudo, gerou reações diversas na população. Alguns se indignaram por não poderem cumprir os trabalhos de pesquisa, que seguem mesmo com a greve, ou por serem privados de serviços básicos, como ir à agência
bancária.

“Essa já é a segunda vez que temos esse problema, só que agora o comando está mais alterado e não nos deixa entrar com nada. Além de prejudicar todo o cronograma de um evento internacional em andamento desde segunda-feira, significa jogar dinheiro público no lixo. Fica uma imagem muito ruim do Brasil para os participantes”, disse Alessandra Gomes, chefe substituta da unidade regional do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). “Não trabalhamos na UFPA e mesmo assim somos impedidos por um movimento do qual não fazemos parte”, complementa Andrea Furtado, também funcionária do instituto.

APOIO

Outras pessoas, contudo, exibiam compreensão. Às 10h, a dona de casa Joana Moraes chegou ao terceiro portão da instituição com o intuito de pegar o resultado de um exame no Hospital Betina Ferro, mas não pode entrar. Mesmo assim, ela não criticou a manifestação. “Acho importante o governo dar mais valor à educação, porque é somente através dela que esse país vai ter algum progresso. Precisamos de uma educação melhor e para todos. Acho justa a greve”, ratificou.
A Polícia Federal acompanha o protesto e tentou negociar o acesso à instituição, mas não obteve sucesso. Para garantir que não houvesse tumulto, dois agentes permaneceram no local durante a manhã. Os portões continuaram fechados até o início da noite de ontem.

(Diário do Pará)

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