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Cidade vazia exige mais cuidado nas férias

Na última sexta-feira, um empresário foi assassinado durante um tipo de assalto bem conhecido, a “saidinha bancária”. Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup), a execução desse crime diminuiu em 30% esse ano, se comparados aos ci

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Na última sexta-feira, um empresário foi assassinado durante um tipo de assalto bem conhecido, a “saidinha bancária”. Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup), a execução desse crime diminuiu em 30% esse ano, se comparados aos cinco primeiros meses do ano passado. De janeiro a maio, o Pará registrou esse ano 105 casos, enquanto que no mesmo período de 2011 foram 151 casos. Ainda assim, os números são altos e continuam traumatizando vítimas e famílias.

Analisando os dados da Segup, observou-se que os sábados têm sido os dias com maior ocorrência do crime. Até agora 23 pessoas sofreram “saidinhas” nos sábados. Em 2011, 35 casos foram registrados. A observação, por sinal, é um dos fatores que regem esse crime, segundo o delegado da Polícia Civil David Leão. “O criminoso só age em cima de informação. Dois fatores principais levam a essa ação, a falta de atenção da vítima e a estreita observação do assaltante”, avalia.

Segundo o delegado, é preciso estar atento porque o assaltante pode estar dentro do banco apenas percebendo as ações mais suspeitas. “Quem fica em fila de caixa dentro do banco geralmente ou vai fazer depósito ou vai sacar dinheiro. Se a operação demora muito, é possível que o cliente esteja contando dinheiro e isso já chama a atenção”, exemplifica. Apenas quando há informações muito detalhadas sobre a vítima e o valor de dinheiro a ser sacado, a “saidinha” se torna, como chamam, uma “parada dada”.

As vítimas da “saidinha” também têm um perfil. “A maioria das vítimas abordadas são mulheres, idosos ou homens de compleição física pequena, e o momento da abordagem acontece quando os carros param nos semáforos, locais ermos ou na entrada da residência ou do trabalho da vítima”, revela o delegado. Para ele, é necessário evitar comentário e estar sempre atento. “A maioria das abordagens é feita por criminosos em motocicletas. É importante observar se não há nenhuma lhe seguindo quando você sai do banco”, alerta.

Atenção é uma postura que a maioria dos clientes de banco acusam ter. “Eu não pego ajuda com nenhum estranho e tenho cautela na saída”, diz o condutor de ambulância Luis Cezar. Para a médica Ana Cláudia Nóbrega, a atenção é a dica. “Não sou distraída e, quando tenho que sacar dinheiro, venho acompanhada do meu esposo”, conta. A pedagoga Lilian Gouveia esconde o dinheiro assim que saca. “Ponho na calça ou no sutiã e saio com cuidado”, revela.

A funcionária pública Maria Cristina Carvalho garante que nem saca dinheiro para evitar esse crime. “A gente vê tanto caso que fica até com medo. Eu só saco dinheiro em último caso, prefiro passar cheque ou fazer transferência. E eu só vou a agências movimentadas e em horários também de movimento”, afirma. Ao contrário dela, há aqueles que ainda não se preocupam muito, como o engenheiro civil Sandro Reis. “Não tomo cuidado nenhum, só presto atenção. Mas, quando entro no carro, geralmente esqueço de observar quem vem atrás”, confessa.

(Diário do Pará)

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